Argentina – Segundo comunicado das Garotas Hostis à Civilização: reivindicação de incêndio a um trem

southern-belize-rainforest

Orgulhosamente divulgamos com profunda cumplicidade a tradução do segundo comunicado das Garotas Hostis à Civilização, desde a Argentina.

Traduzido por Anhangá.

Fogo e terror contra todo o civilizado!

Adiante com os ataques extremistas contra a civilização!
_________________________________________

20 de fevereiro do ano gregoriano de 2017, e voltamos a atacar. Anteriormente havia sido um miserável carro que ardeu devido o nosso fogo incivilizado, já hoje ele se espalhou a um vagão de trem. Às 21:45 subimos tranquilamente na máquina, observando atentamente a cada detalhe, e com os olhos atentos ao nosso redor deixamos o nosso presente incendiário-explosivo, o qual se ativou de forma exitosa, queimando alguns bancos e danando também a parte lateral e superior da máquina, juntamente com o seu sistema de ventilação. Um veículo da imprensa disse que foi uma falha técnica, como é comum nestes casos, mas NÃO, foi NÓS GAROTAS. Provamos mais uma vez o doce sabor da destruição e isso não poderão arrancar de nós nem com todas as mentiras do mundo.

“Apesar da dor, nos fizeram um favor, ficamos mais ligados quando entendemos a razão” – N.D.

efr_oij78-320x192 jhy678trf-270x480 skj1ubifg_0x750-318x480

A destruição de suas máquinas é o que chegou a suas vidas como resposta iminente diante do ataque constante que exercem contra a natureza selvagem.

Seus transportes transportam o ser humano sobre a terra devastada e colonizada, convertida em propriedade/cidade, seja a curta ou longa distância. O transportam em distâncias e em velocidades forçadas, falsas, que nosso corpo poderia alcançar naturalmente. Transportam a multidão cidadã, levando-a a uma cotidianidade funesta, levando-a a seus centros de domesticação, seja o trabalho ou qualquer ponto do cemitério cinza (cidade). São as responsáveis, assim como todas as máquinas, pela destruição da natureza selvagem, promovendo a artificialidade que infecta a terra, representando a sofistifação daqueles transportes que chegaram pela primeira vez a terras não colonizadas e, portanto, responsáveis e cúmplices da existência e perpetuação desta civilização… Fico imaginando: humanos civilizados, vazios, movendo-se como pragas por lugares indômitos e inexplorados, aaargh!! Que nojo!

E agora, igualmente vazios, se atrevem a ironicamente comparar um avião com o mágico vôo de um pássaro, que possui asas reais. Se atrevem a querer se impor sobre a natureza, atravessar as condições, arrasar com o selvagem, tudo com a intenção de obter os recursos que outras espécies possuem. Se atrevem a ultrapassar seus “limites” humanos, quando são os seres mais domesticados e civilizados desta terra. É por isso que seus transportes ardem! Não são igualáveis as asas de uma ave e as patas de uma lebre! Ardem suas máquinas propagadoras da colonização, ardem seus preciosos transportes tecnológicos, arde em chamas o símbolo da nação, arde o seu progresso, arde a cotidianidade, arde o seu pedaço de metal, ardem as suas jaulas, ardem em nome da vingança pela natureza selvagem.

Viemos para lhes entregar juntamente com o fogo em cumplicidade, a fúria que geraram com cada ataque à natureza selvagem, a cada animal que habita até o lugar mais remoto da terra. Há séculos a conquista e destruição seguem, e com esta ação lhes respondemos com um contra-ataque e defesa. Assumimos a guerra que vocês iniciaram contra a natureza. São cúmplices do dano produzido a ela, e como cúmplices, não merecem compaixão, nem vocês nem suas máquinas… Este não é um ato por dinheiro, não tem moral, não é nem político, nem revolucionário, e muito menos, humanamente lógico.

Muito tem sido especulado na imprensa sobre o nosso atentado. Disseram que foi pelas eleições sindicais, que foi uma falha técnica, que foi o motor, o sistema de ventilação, blá blá blá. A verdade é que este golpe que receberam, sim, foi totalmente intencional, e receberam de nós que nos assumimos como terroristas, e verdadeiras inimigas da sociedade. Isto não é uma piada, é MUITO sério. Queríamos fazer voar pelos ares o seu asqueroso tecno-lixo e deixá-lo em pedaços, queríamos incendiar a tudo por completo, queríamos que este fogo se expandisse o máximo possível, mas bem, será para o próximo ato. O combustível com gás butano foi uma pequena amostra, mas NÃO SABEM do que somos capazes.

Que fique claro de uma vez por todas, há seres que não toleram a subjugação do selvagem em busca do aperfeiçoamento da civilização e do progresso tecnológico. Haverá mais fogo, haverão mais bombas, haverão mais atentados, HAVERÁ MORTES, porque isto é uma guerra, a qual enfrentamos posicionadas ao lado das catástrofes naturais.

Aqui, presentes, inadaptadas à vida civilizada, com raiva no sangue rugimos, GRITAMOS!

Cumplicidade com a natureza selvagem e com todos os seres que atacam a civilização!

Por todo o extasiado, pelo não-civilizado!

Um carro, um trem, toda uma cidade, à luz da lua ARDERÃO!

Guerra de morte contra a civilização e os que a sustentam!

Que o manto do oculto apague os nossos passos!

-Garotas Hostis à Civilização

Notas:

1:Primeiro comunicado das Garotas Hostis à Civilização: http://maldicionekoextremista.torpress2sarn7xw.onion/2017/01/30/argentina-ataque-incendiarioexplosivo-contra-maquina/ (Tor)

2:https://ferrocarrilesdelsud.blogspot.cz/2017/02/la-justicia-investiga-el-incendio-de-un.html

3:http://www.infobae.com/sociedad/2017/02/21/la-justicia-investiga-el-incendio-de-un-vagon-de-la-linea-roca-en-constitucion/

4:http://www.clarin.com/sociedad/incendio-intencional-afecto-formacion-tren-roca_0_HJXtsEsFe.html

México – Vigésimo quarto comunicado de Individualistas Tendendo ao Selvagem

Comunicado número 24 de ITS, agora reivindicando um ataque incendiário contra um ônibus cheio de passageiros no Estado do México.

Tradução a cargo de Anhangá.

Morte aos híper-civilizados!

A Guerra continua!
_______________________________________________________

Que se queimem todos. Todos e todas. Todos os miseráveis membros da civilização. Todas suas infraestruturas que estão sob esta maravilhosa terra.

Que se queimem todos por igual, mulheres e homens, estudantes e desempregados, donas de casa e empresários, ricos e pobres, sem importar a cor da pele, classe social ou gênero, porque no fim das contas todos são híper-civilizados, entidades vazias, miseráveis sacos de carne e osso que vagueiam sem pena nem glória, todos carregando o peso doloroso de uma existência efêmera e absurda.

Queimemos a todos os que pudermos, queimemos a tudo o que queiramos. Paixão perniciosa pelo incêndio, pesadelos incivilizados tornados realidade baixo o escuro céu, individualistas em guerra, eco-extremistas amorais, niilistas sedentos de vingança, únicos afins de sangue, incendiemos.

fytvgu65tty-320x132

Na manhã de 14 de fevereiro abandonamos um artefato incendiário dentro de um ônibus com rota destino ao metrô Rosário. O artefato fez o seu trabalho a altura do município de Tlalnepantla, Estado do México.

Se não fosse pelos heróis-civis que interviram, nosso fogo teria consumido totalmente esta maldita máquina. Desta vez houve apenas alguns danos, mas não importa, nosso olhar seguirá mirando à civilização e sua asquerosa cidadania.

Cumplicidade com a Máfia dos ITS, ânimo Clã Oculto Borda de Pedernal, Grupúsculo Indiscriminado, Seita Pagã da Montanha, adiante Sociedade Secreta Silvestre, força para os eco-extremistas da Horda Mística do Bosque após destroçar as carnes de seu egóico alvo.

Cumplicidade com a vingativa Célula Fogo Selvagem.

Que o fogo se extenda pela asquerosa urbe!

Que o fogo se extenda a zonas rurais ao detectar rastros de civilização!

Individualistas Tendendo ao Selvagem – Estado do México

-Ouroboros Silvestre

Chile – Vigésimo terceiro comunicado de Individualistas Tendendo ao Selvagem

Orange Sun Green Jungle Sunrise Skies Forest Trees Sunset Deep Photo Download

Recebemos via email a tradução de Anhangá.

A Horda Mística do Bosque, grupo de ITS no Chile, volta a se posicionar ferozmente calando as nécias bocas dos insensatos.

Adiante com a GUERRA no Sul!
___________________________

Passou-se pouco mais de um mês desde que nosso presente explosivo detonou e feriu o canalha do Oscar Landerretche. O letrado economista, progressista e esquerdista, (já que o próprio era militante do Partido Socialista) (a), titular de uma das incubadoras do progresso, por excelência, no caso, a Universidade do Chile, foi o merecedor de toda a nossa Vingança Selvagem.

Embora suas feridas tenham sido menores fisicamente devido a circustâncias aleatórias na hora de abrir o pacote (b), sabemos que emocionalmente as consequências foram tremendas tanto para ele como para o seu círculo familiar.

Na sequência de nosso inédito, original e certeiro atentado (que atraiu o interesse da imprensa a nível nacional e internacional) (c), muitas coisas foram ditas, algumas muito engraçadas, outras nem tanto. Tem sido dito que o nosso pacote foi um atentado de “falsa bandeira”, nos difamaram, nos menosprezaram, nos evitaram, se horrorizaram, se ofenderam, etc., etc., etc.

Devido a todas estas mentiras, críticas e demais coisas, é que decidimos nos pronunciar publicamente. Individualistas Tendendo ao Selvagem aproveita e aproveitará qualquer instância para difundir e fazer notável a sua presença, não temos problemas algum quanto a isso. Então, vamos lá:

I. Ato repudiável, diversas reações

– Obviamente não esperávamos menos da classe política e da população em geral, sabíamos que se espantariam com o nosso Selvagem atentado. Por isso que desde a presidenta Michelle Bachelet dizendo “que era um fato extremamente repudiável” (d), até seus discípulos e não discípulos fazendo declarações condenando energéticamente o fato (e), tudo isso para nós era algo enormemente esperado.

– Uma das reações que nos causou muitas risadas foi a do “partido ecologista verde” (f). Estes hippientos drogados tem a ousadia de ditar as normas “ecológicas” para o atuar. Por mais que queiram que sua “ecologia” não seja vinculada a nossa Ecologia, nunca conseguirão fazer isso. Pois nós SIM somos Ecologistas, mas dos extremistas, os que estão envolvidos em uma guerra de vida ou morte pela Natureza Selvagem. Seu “movimento ecológico” e suas regras não nos importam, para todas elas nós cagamos e andamos.

Certo, sigam marchando, sigam com suas denúncias, sigam levantando cartazes ou gritando em seus megafones, pois da nossa parte seguiremos com esta Guerra…

Se nossos atentados contribuem para que todo o lixo ecológico-social seja criminalizado, isso é genial. Matamos dois coelhos numa só cajadada.

Não sabem vocês quem foram os responsáveis? Então porque dizem que a bomba foi uma brincadeira de criança?

Se foi uma brincadeira de criança, então vocês podem fazer algo maior? Vocês tem a certeza de que os responsáveis não estão em suas fileiras? HAHAHAHA (g)

Outra reação parecida (só que mais asquerosa e aberrante), é um comunicado assinado por uma dezena de agrupações sócio-ambientais que apareceu num blog igualmente asqueroso (h), o qual não se vale a pena falar muito, porém amaldiçoamos todas as suas lutas pacifistas e sociais em “defesa da terra”. Esperamos que seu movimento sofra toda a criminalização possível, e que a repressão do estado (conceito comum entre eles) não os deixe nem respirar.

– Alguns se benziam pedindo que fosse um incidente isolado (i), mas eles não tem nem ideia, nem imaginam o desejo que ainda percorre por nosso corpo para desferir outro golpe. Este será para quando menos esperarem, contra quem menos espera, não será amanhã, MAS SERÁ. Os cabos positivo e negativo estão pacientes, esperando o momento do próximo contato…

– O presidente da Corte Suprema disse que nosso atentado foi “de uma gravidade tremenda, que pode mudar a história criminal e política no Chile” (j), aiaiai, meu jovem. Nós mostramos que com simples materiais é possível por em xeque um país inteiro (e não estamos exagerando), a frase do miserável acima comprova isso.

É neste ponto, é onde incentivamos aos individualistas de ação a saciar seus mais profundos desejos. Que a impossibilidade de ter ao alcance os meios mais sofisticados não os pare. Se animem manos de ação, pois nada para esta guerra!

– Uns tipinhos “especialistas” em contracultura nos depreciaram e menosprezaram (k), diziam que por nossas faltas de ortografia “não era uma linguagem profissional de guerrilha urbana”, que não estávamos “no direito de defender o povo” e “lutar contra a injustiça”, entre várias outras coisas.

Primeiro, se supõem que um deles é um sociólogo que quis dar uma de escritor, e este diz não nos conhecer. Não nos importamos que não nos conheça.

Não vamos justificar nossas faltas de ortografia, tentamos escrever o melhor possível. Temos a certeza de que é possível compreender o que queremos expressar, e o mais importante é que nossos cúmplices e aguns afins que andam por aí compreendam. Esperamos que este texto saia sem nenhuma falha ortográfica para que deixem de chororô.

Repetimos e enfatizamos a nossa reivindicação de 13 de janeiro onde dizemos que não estamos loucos, pois atentamos com nossos sentidos em 100 por cento de funcionamento. Muitos nos chamam de “loucos” ou “dementes”, inclusive ele mesmo fez isso, só que aparentemente esse escritor de quinta categoria nunca se deu conta de nossa lucidez.

Dizer que queremos “ganhar a simpatia de ITS-México” é uma estupidez que apenas reflete seu desconhecimento absoluto. Bem, não se pode esperar algo muito certo de alguém que pensa que se tratou de um atentado de “ultra-direita”, (abordaremos isso mais adiante), que tem sua mente atrofiada pela luta de classes e outras merdas progressistas.

E sim, usamos sua própria tecnologia para atacar e difundir o nosso pensamento, não temos probemas morais com isso. Ou como acham que nossos ancestrais nativos travaram uma tremenda guerra contra os invasores? Se ocupando com as mesmas armas modernas, claro!

Parece que seu diagnóstico profissional sobre nosso clã errou, (como erraram as vendas de seu livro, que, aliás, nos deve os créditos de propaganda), com essa de que não temos redes para nos abastecer ou nos esconder. Temos más notícias para você, ainda andamos por aí. Eu teria o maior cuidado ao sair do edifício no Marchant Pereira 1925, Providência. Cuide-se, ok? Careca filho da mãe.

Dizem que somos um grupo adolescente devido a nossa linguagem coloquial. Da hora, idiotas covardes, agora todos os manos sabem que somos adolescentes, isso é muito louco sim, mano ooooooh. hahaha estes especialistas de merda não tem nem ideia.

A este casal recomendaríamos que deixem seu expertis de lado quando forem falar de ITS, já que nós não vamos coincidir com nenhum de seus parâmetros, nem regras pré-dispostas. Somos uma complexa e hermética horda de Selvagens contra-revolucionários, misantropos, Niilistas, delinquentes….. Ahh, e adolescentes a partir de agora, sacou?

– Um cientista político que fala em nome do anarquismo (I) (mesmo sem ser um), vomitou umas declarações muito de acordo com sua classe, ou seja, torpes. Começa mentindo descaradamente, dizendo que os anarquistas não são parte de um movimento violento. Aparentemente este tipo de pessoa leu apenas León Tolstói e os anarco-cristãos. E o mais engraçado é que no final pretende nos insultar nos catalogando de seitas satânicas. Crê ele que nos taxando de místicos para nós é um agravo, só que muito pelo contrário, basta apenas ler o nosso nome, imbecil. Mais adiante disse que somos uma espécie de “Al Qaeda do ecologismo”, ohhhh isso não nos ofende, nos sentimos honrados.

II. A caça aos eco-extremistas

No dia seguinte da explosão do pacote-bomba, em uma reunião de última hora se juntam os chefes da polícia e da “inteligência” chilena (m). Nela os responsáveis pela segurança do estado arrancam os cabelos e se perguntam “como foi possível que um grupo internacional com um histórico nos tenha efetuado um atentado tão inédito”? A resposta é simples e como disse outros cúmplices: somos a AMEAÇA INVISÍVEL, estamos de tocaia esperando o momento preciso para cravar nossas presas. Conspirando nas sombras, com o som dos grilos e com a luz da Lua ao nosso lado.

Como esperado, lançam suas estéreis ameaças dizendo que “em breve irão nos capturar”, que é para a “cidadania confiar em suas instituições”, cueeekkk.

Enquanto isso, o promotor encarregado de investigar os atentados explosivos começa um intenso trabalho de coleta de informação, (n) desde resgatar material genético até revisar câmeras de segurança. As declarações dos promotores expressam o quanto será difícil encontrar alguma pista nossa, e em uma delas dizem que se trata de uma ação bastante planificada e sofisticada. Desde aqui dizemos: certo, sigam buscando material genético (o), sigam revisando as câmeras de segurança (p), sigam revisando as centenas de nomes, sigam e sigam, temos a certeza de que não encontrarão nada valioso.

III. Conspirações, falsa bandeira e ultradireita

Desta forma é como entramos em cheio na última fase após um atentado tão público como o nosso. Devido à falta de resposta e a ineficiência das investigações para encontrar os responsáveis pelo incidente, era óbvio que se começaria a desacretitação, as acusações de que somos uma “montagem do estado”, e várias outras teorias conspiratórias. Cabe dizer que, desde o início alguns imbecis nos acusaram de ser uma “artemanha do poder”.

Antes de mais nada, um dos principais teóricos da conspiração foi o próprio bastardo que ferimos, em uma de suas declarações para uma revista de sua mineradora (q), se encarrega de reforçar o que já vinham cochichando os nécios de sempre.

O infeliz cético de nossa existência desconfia se somos realmente os responsáveis por suas feridas. Defendendo sempre as mesmas teorias de que nosso ato foi uma montagem. Montagem de quê? Nunca explicam isso.

E sim, na verdade incomodou gente como nós, os que não estão dispostos a deixar passar batido os danos à Terra que causa a empresa que preside, por isso escrevemos isso e nos vangloriamos de tuas feridas. E sim, tu sabe muito bem ao que se deve estas crostas em teu corpo, sabe muito bem…

Este, que na mesma noite do ataque aparece com a maior cara de vítima (r), mostrando suas ataduras, (as que sem dúvidas mereciam adornar a cabeça ou a um olho), fazendo cara de malvado e dando declarações energéticas. Nosso presente não teve uma pitada de covardia, mas de violência teve muita, isso sim. E sim, conseguimos mudar a porra da tua rotina familiar e o teu miserável estado emocional (s). Sim, você teve “sorte” (e muita), as provas antes do atentado com este tipo de pólvora de fósforo e com menor quantidade geraram fortes explosões! Nem mesmo nossa mensagem oculta na apresentação do pacote gerou alarme. Obviamente queria apressadamente abrir o “presente” e ler com interesse o livro sobre mineração que lhe havia enviado o teu colega da FCFM, aaahahaha, pobre ingênuo.

Muitos menosprezaram a potência do explosivo, dizendo que o recipiente “era muito pequeno”, que “era muita pouca a pólvora”, ou que “esta pólvora produzia apenas incêndios”????? (t), e que “apenas buscávamos a atenção da imprensa”. Este último é verdade, não negamos que queríamos que todos falassem de ITS, obviamente queríamos propagar o nosso discurso, por isso reivindicamos quase que instantanemante a ação, mas o primordial era ferir o alvo o máximo possível.

O suposto baixo poder destrutivo da carga explosiva é desmentido por nossos próprios testes anteriores, e inclusive o próprio promotor encarregado da investigação reconhece que “o pacote poderia ter tido consequências muito mais graves” (u). As fotografias que os gambés tiraram de uma perfuração na cozinha e as janelas estouradas evidenciariam tudo isso.

Alguns politiqueiros do governo (e não políticos) como sempre em seu papel vitimista, hipócrita e pestilento levantaram a teoria de que nosso atentado foi executado por grupos de “ultradireita” (v). Estes miseráveis tem uma espécie de trauma com a detonação de bombas. Aparentemente cada explosão os recorda o bombardeio ao La Moneda em 73, e a seu inimigo número um, um certo Pinochet. Que entendam que não nos interessa merda nenhuma a “lei do cobre”, a “lei do ouro”, ou qualquer outra lei. A única coisa que nos interessa é devolver um pouco de todo o dano que infringiram à Terra empresas como a Codelco e outras.

Outros questionaram mais enfaticamente nossas “verdadeiras motivações” dizendo sem meias palavras que somos uma “conspiração de não sei o quê”, e de novo nunca explicam. Em uma reportagem da TV (nota t), exibem isso. Embora esta reportagem seja bastante completa, abrangendo grande parte da história de ITS desde 2011 até agora, tudo fica manchado com a ideia conspirativa exposta. É possível notar que leram um trabalho jornalístico que uma rádio fez sobre nós (w), em certas ocasiões são uma cópia descarada do próprio. Outra nota jornalística que também põe em dúvida nosso atentado, inclusive descarta a nossa participação (x), se baseia na ideia de que o presente foi enviado desde Chilexpress e não do Correios do Chile. Na moral, o que importa de onde foi enviado ou se permaneceu um dia inteiro num depósito? Por acaso não é o suficiente as imagens anexadas em nosso comunicado?

A verdade é que todas estas difamações e acusações não nos surpreendem, sabemos bem como funciona a mídia de massa, não nos assustamos. Não nos faremos de vítimas acusando a mídia de mentirosa. Escrevemos estas palavras para evidenciar que seguimos na jornada Egoísta em defesa extrema da Natureza Selvagem, que estamos cagando para a inteligência policial. Seus promotores exclusivos são uma PIADA.

No momento nós iremos continuar, reapareceremos quando menos esperarem, que isso fique claro. Vamos ver se quando voltarmos os tolos de sempre seguirão nos chamando de “montagem”.

IV. O cabeceador revolucionário agride idosos

Como esperado, nem todas as reações foram da imprensa, nem de grupos sociais ou de políticos. Não! Faltavam as reações dos revolucionários anarquistas, ofendendo e atacando o que somos e defendemos (y). Desta vez, o preso revolucionário Joaquín García nos mencionou e se referiu a nosso atentado em uma caralhada de blogs de cunho contrainformativo-antiautoritário-amém.

Dizemos de uma vez por todas que não temos problemas com o fato de nos criticarem ou nos atacar. A esta altura já estamos acostumados, e de fato, até gostamos de ler as críticas (somos um pouco masoquistas, isso é fato). Mas se atravem-se a nos lançar merda, tenham em mente que nós sempre iremos devolver, e sempre de uma forma mais hedionda.

Na verdade, este prisioneiro não disse nada novo, falou mais do mesmo: a moral dos ataques, a consciência revolucionária, e demais lombras. Quando irão entender que nós não somos “revolucionários”, que não nos interessa a “revolução”? Este conceito está completamente obsoleto, não possui nenhuma validade no presente, quem acredita na “revolução” e pretende uma, deve questionar seriamente seus propósitos. Deve focar-se no aqui e no agora, sacudir a ideia de que já estamos no século XIX, e fazer um exame de sangue para descartar uma doença neurológica.

Nossos ataques não tem regras, nem moral nem nada do que você acredita, Joaquín. Por que segue questionando nossos métodos se temos “uma diferença inconciliável entre os diferentes pensamentos”? (como você disse), já basta, não?

Este louco “odeia até o talo” o nosso discurso, porém aplaude, admira e saúda o nosso atentado. O quê??!! Esta declaração apenas reflete a sua complacência total. Por que não saudar as ações dos nazistas que tanto deve odiar? Você igualmente detesta o discurso deles, mas não saúda seus ataques? Que estranho…

Que bom que se distancia do nosso misticismo e de nossas crenças chamadas de absurdas, pois por um momento nos esquecemos de que o que este tipo de pessoa defende é o “mais” certo, “lógico” e “coerente” da terra. Por favor, não comecemos a falar de coisas absurdas que seguramente sairá perdendo, preso recapturado.

Para que saiba, levamos nossas crenças pagãs com o máximo orgulho, nós revivemos o misticismo de nossos ancestrais e fazemos com que ele seja o nosso. Enaltecemos todo o Selvagem e Oculto. Declaramos sem rodeios que a Natureza Selvagem é nossa autoridade, porque está acima de nós e de tudo que há na Terra. Ela é quem dita nossos passos e é ela que diz quando chegará a nossa hora.

Não sabemos porque estes anarquistas se incomodam tanto com nosso misticismo…. ou, na verdade, sim, sabemos; é por seu chocante e esqueroso ateísmo ocidental que tanto defendem como regra de ouro dos “sem regras”. Como uma prostituta agarrada ao pau de seu cliente, estes anarquistas não se separam nem um pouquinho de suas raízes derivadas do Iluminismo.

Agora que já sabe, melhor seguir dando cabeçadas em idosos, aliás, que bom que tenha dado uma cabeçada num velho, aparentemente neste momento se esqueceu de toda a sua chata “moral revolucioária” com a qual veda a tua boca. Olha e diz “aaaaaaai que mau é enviar uma bomba à casa de alguém sem se importar com a família”, mas é só bater em velhos raquíticos que te aplaudem!

Agora entendemos porque tua agressão foi elogiada por todos aqueles que hoje nos lançam merdas, toda essa coisa de esquerdistas fedidos, e é porque tua ação foi uma “cabeçada moral-revolucionária” executada pela ideologia “não-absurda” que defende, pffff!

V. Terminamos

Para concluir este comunicado, queremos dizer apenas mais uma coisa:

A ameaça do Eco-extremismo no Sul está mais latente que nunca, nosso atentado foi apenas uma faísca da fogueira que iremos acender. Embora nossos inimigos se cuidem e se entrincheirem, se escondam ou talvez até se esqueçam disso, nós seguiremos aí, observando-os, de tocaia para gerar mais feridas, mais terror, mais confusão, e na melhor das hipóteses, tornar realidade a primeira vítima mortal de ITS no Chile.

Com a Natureza Selvagem a nosso lado!

Vivam nossos Ancestrais e seus Espíritos Pagãos!

Que a Neblina das Terras Malditas do Sul siga apagando nossas pegadas!

Adiante Máfia Internacional dos ITS!

Individualistas Tendendo ao Selvagem – Chile

-Horda Mística do Bosque

Notas:

a)http://www.elmostrador.cl/noticias/pais/2017/02/02/ps-presenta-querella-por-atentado-explosivo-a-oscar-landerretche/

b)http://www.latercera.com/noticia/landerretche-quienes-provocaron-atentado-casa-lo-hicieron-lo-estamos-codelco/

c)http://derstandard.at/2000050754776/ChileOeko-Terroristen-bekennen-sich-zu-Anschlag-auf-Minenchef

http://maldicionecoextremista.altervista.org/reacciones-internacionales-tras-atentado-de-its-chile/

d)http://www.cooperativa.cl/noticias/pais/bachelet-por-atentado-contra-landerretche-es-un-hecho-repudiable/2017-01-13/195628.html

e)https://www.youtube.com/watch?v=GANJmcViIZM

f)https://www.youtube.com/watch?v=lgkP42CuOMY

g)http://www.biobiochile.cl/noticias/nacional/chile/2017/01/16/grupo-ecoextremista-resalta-amenaza-y-trata-de-miserables-hippies-al-partido-ecologista.shtml

h)http://kaosenlared.net/chile-organizaciones-del-ambientalismo-consecuente-repudian-atentado-a-landerretche-y-rechazan-calificativo-de-ecoterrorista/

i)http://www.latercera.com/noticia/presidente-la-cpc-aten:tado-landerretche-esperamos-sea-hecho-aislado/

j)http://www.latercera.com/noticia/dolmestch-ataque-landerretche-puede-cambiar-la-historia-delictual/

k)http://www.lanacion.cl/expertos-en-contracultura-describen-perfil-de-los-individualistas-tendiendo-a-lo-salvaje/noticias/2017-01-16/174412.html

l)http://www.quepasa.cl/articulo/opinion-posteos/2017/01/la-mayoria-de-los-anarquistas-no-son-violentos.shtml/

m)https://www.youtube.com/watch?v=dcEuzm2s9yo

n)http://www.biobiochile.cl/noticias/nacional/region-metropolitana/2017/01/23/fiscalia-lidera-diligencias-para-precisar-lineas-investigativas-de-atentado-a-landerretche.shtml

o)http://www.latercera.com/noticia/buscan-adn-restos-biologicos-hallados-bomba-enviada-landerretche/

p) https://www.youtube.com/watch?v=ACw9agbqgeE

http://www.24horas.cl/nacional/paquete-explosivo-a-landerretche-habria-sido-enviado-desde-chilexpress-de-san-joaquin-2261156

http://www.latercera.com/noticia/landerretche-fiscalia-pide-informacion-chilexpress/

q)http://www.latercera.com/noticia/landerretche-grupo-se-atribuyo-atentado-puede-una-fachada/

r)http://www.t13.cl/noticia/politica/oscar-landerretche-fue-atentado-realmente-muy-violento-y-cobarde13

s)http://www.quepasa.cl/articulo/ojos-de-la-llave/2017/02/las-medidas-de-seguridad-de-landerretche-pos-atentado.shtml/

t)https://www.youtube.com/watch?v=jhwLMtVfL8U (min. 10:05)

u)http://www.t13.cl/noticia/nacional/fiscal-guzman-indico-atentado-oscar-landerretche-es-muy-grave-e-infrecuente

v)http://www.cooperativa.cl/noticias/pais/policial/atentados/camilo-escalona-apunto-a-la-ultraderecha-como-autora-de-atentado-a/2017-01-19/114944.html

w)http://www.biobiochile.cl/noticias/nacional/chile/2017/01/18/que-es-el-eco-extremismo-analisis-de-individualistas-tendiendo-a-lo-salvaje.shtml

x)http://www.eldesconcierto.cl/2017/01/17/no-fueron-los-ecoterroristas-investigacion-descartaria-participacion-de-its-en-ataque-a-landerretche/

y)https://es-contrainfo.espiv.net/2017/02/06/prisiones-chilenas-comunicado-del-companero-joaquin-garcia-chanks/

RUMO À SELVAGERIA: Desenvolvimentos Recentes no pensamento Eco-Extremista no México

its22

Recebemos via email a tradução ao português do texto “Toward Sevagery – recent developments in eco-extremist thought in México“, de Abe Cabrera.

Neste escrito o autor faz uma longa análise do surgimento e desenvolvimento da tendência eco-extremista no México, passando desde a fase Reacción Salvaje/Individualidades Tendiendo a lo Salvaje (Reação Selvagem/Individualidades Tendendo ao Selvagem) até a consolidação de ITS (agora “Individualistas Tendendo ao Selvagem”) e do próprio eco-extremismo como tendência.

Tradução a cargo de Ctenomys.

Ânimo tradutores anônimos!

Pela difusão do eco-extremismo!
______________________________________

Introdução

“Isso foi chamado de Guerra Chichimeca e começou perto do momento da morte de Hernan Cortes (1547), simbolicamente fechando a “primeira” conquista do México. A nova guerra, travada na vasta área selvagem que se estende para o norte das terras da vitória de Cortes, ensanguentou quatro décadas, 1550-1590, a mais longa guerra indígena na história norte-americana. Foi a primeira competição plena e constante entre civilização e selvageria do continente.”

Philip Wayne Powell, Soldiers, Indians, & Silver: North America’s First Frontier War, vii

Em 2011, um grupo que se autodenomina “Individualidades Tendendo ao Selvagem” (Individualidades Tendiendo A Lo Salvaje – ITS) iniciou uma série de ataques eco-terroristas no México. Estes ataques variavam de cartas-bombas enviadas para diversas instituições de pesquisa em todo o país até o assassinato de um pesquisador em biotecnologia em Cuernavaca, Morelos. Para cada tentativa de atentado à bomba ou ação, o ITS publicava comunicados explicando os motivos por trás dos ataques, e usavam os ataques como “propaganda pelo ato” para propagar suas idéias. Em 2014, após uma série de polêmicas e auto-críticas, suas forças supostamente se juntaram com outros grupos aliados no México e mudaram seu nome para “Reação Selvagem” (Reacción Salvaje – RS). Este último grupo caracteriza-se como um grupo de “sabotadores niilistas, nômades incendiários, delinquentes individualistas, anarco-terroristas e críticos política e moralmente incorretos” [1], entre outros. Desde sua re-nomeação, o RS assumiu a responsabilidade pelo bombardeio de um Teleton, bem como pela recente agitação durante manifestações contra o governo na Cidade do México.

Não há nenhuma maneira de saber o número ou o tamanho de ITS/RS, as suas origens para o observador externo parecem obscuras e suas influências parecem indefinidas. Em seus comunicados há muitas citações de Theodore Kaczynski (conhecido como “Unabomber” ou “Clube da Liberdade” [Freedom Club]), bem como referências passageiras a Max Stirner e vários pensadores anarco-primitivistas. Seu método de ação e preferência por comunicados também sugerem óbvia influência de Kaczynski. Ao longo de seus escritos, no entanto, os indivíduos do ITS/RS insistem que não representam ninguém além de si mesmos, ética e ideologicamente. Conforme expresso no primeiro comunicado do ITS:

“Se tivéssemos de dar nomes para a guerra contra a civilização como aqueles que defendem a “revolução”, os “revolucionários” ou “pseudo-revolucionários”, estaríamos caindo no mesmo erro que os marxistas quando excluem as pessoas enquanto “contra-revolucionárias”. Além disso, nós estaríamos caindo no mesmo dogmatismo religioso de regimes de esquerda; onde Deus é a natureza selvagem; o Messias é Ted Kaczynski; a Bíblia é o Manifesto Unabomber, os Apóstolos são Zerzan, Feral Faun, Jesus Sepulveda, entre outros; o Paraíso muito aguardado é o colapso da civilização; o iluminado ou pregadores são os “revolucionários”, mantidos pela fé cega de que um dia a “Revolução” virá. Os discípulos serão aqueles que são “potencialmente revolucionários”, as cruzadas ou as missões serão a de levar a palavra aos círculos envolvidos nas lutas ambientalistas ou anarquistas (onde eles podem encontrar “potenciais revolucionários”); e os ateus ou seitas seriam aqueles de nós que não acreditam em seus dogmas, nem aceitamos as suas ideias como coerentes com a realidade presente. [2]

O objetivo deste artigo é analisar a trajetória ideológica do ITS/RS e tentar vinculá-lo a correntes intelectuais e históricas mais amplas. Nesta análise, tenho a intenção de mapear o desenvolvimento deste grupo a nível ideológico, mostrando mudança e continuidade dentro de suas idéias como reflexo da ação militante. Acredito que a história do ITS/RS é mais uma fuga ideológica de tendências anarquistas de esquerda, que inclui retórica tomada do anarquismo insurrecionalista e de lutas pela libertação animal, até de uma crítica aprofundada à ideologia anti-tecnologia de Theodore Kaczynski. Esta fuga incluí uma polêmica intensa em oposição à idéia de Kaczynski de revolução contra o “sistema tecno-industrial”. Em vez disso, o ITS/RS tem favorecido uma crítica egoísta individualista à ação das massas fundamentada por uma visão de suas próprias investigações antropológicas acerca da vida de caçadores-coletores no contexto mexicano. Vou argumentar que eles chegaram a uma abordagem “pós-política” para suas ações terroristas extremas, buscando uma reversão para uma selvageria indígena encontrada na longa história da civilização e resistência do México. Finalmente, vou avaliar as atuais tendências ideológicas do RS contra o registro histórico e pesquisa antropológica. Na minha opinião, o desenvolvimento ideológico do ITS/RS possui uma abordagem inovadora para o pensamento anti-civilização, embora esteja anexado ao romantismo vestigial e retórica exagerada que muitas vezes ofusca sua mensagem.

Para fora do Esquerdismo, Para dentro do Selvagem

O sétimo comunicado do ITS, publicado em 22 de Fevereiro de 2012, estabelece o seguinte:

“Seguindo temas de caráter anarquista, publicamente aceitamos que cometemos o erro em comunicados anteriores (especificamente o primeiro, segundo e quarto) quando nos referimos a assuntos que não conheço pessoalmente à respeito, mas aos quais naquela época nos considerávamos potenciais aliados. Durante esse tempo, o ITS foi muito influenciado pelas correntes de libertação (dos animais e da terra) e por insurrecionalistas, que foram no início uma parte integrante do nosso desenvolvimento ideológico, mas agora nós deixamos isso para trás, e como se pode ler acima, temos nos transformado em algo diferente.”

Uma das organizações mexicanas que popularizou os materiais do ITS/RS é a Ediciones Aborigen. Esta organização tem publicado vários comunicados do ITS/RS, bem como materiais de pesquisa produzidos muitas vezes em colaboração com o ITS/RS.[3] Em uma edição da revista Ediciones Aborigen [4], Palabras Nocivas, Ediciones Aborigen descreve sua própria história; digno de nota é o fato de que esse esforço de publicação saiu da dissolução de uma revista anterior, Rabia y Acción. Esta é uma revista insurrecionalista extinta que já havia coberto lutas de animais e de Libertação da Terra durante todo México e em outros lugares. A décima edição da revista, publicada em 2012, anunciou a sua dissolução, afirmando que os autores agora se opõem a sua antiga orientação voltada a ações pelos direitos dos animais e da terra. Eles vieram a considerar estas ações como “reducionistas”, “uma fuga psicológica” e “sentimentalista”. [5] Os autores também expressaram apoio à contenda de Kaczynski que afirma que a luta contra o “sistema tecno-industrial” é a única que importa . Eles também republicaram um ensaio em meados de 2003, intitulado “Stirner, o Único, o Egoísta e o Selvagem”, onde o autor afirma o seguinte: “O homem de verdade, e não o civilizado, o selvagem, foi sacrificado para o engrandecimento da glória da dominação pela pira civilizatório, juntamente com o resto dos animais selvagens e do próprio planeta”.

Muitos dos temas abordados pelos autores do Rabia y Acción ecoam os do ITS/RS, incluindo a crítica ao esquerdismo, lutas coletivistas e domesticação no coração da civilização. Os primeiros comunicados do ITS também expressam um horizonte expandido de ação de ativismo pela libertação animal e da terra. Seus ataques a nanotecnologia e cientistas trabalhando em diversos empreendimentos tecnológicos foram uma tentativa de atingir um alvo mais amplo do que campanhas contra fazendas industriais e vivissecação de animais que tinham sido os projetos anteriores de grupos eco-anarquistas no México. Considerando que os ataques até então tinham se focado no sofrimento concreto e exploração de determinados animais e extensões de terra, o ITS se focou no “sistema tecno-industrial” como um todo, conforme definido por Kaczynski durante sua suposta campanha contra a infra-estrutura científica durante todo o intervalo entre 1980 e meados de 1990.

A trajetória ideológica do ITS/RS e, portanto, de seus aliados, parece ser uma de purificação sem fim, talvez até mesmo paranóica, da mensagem acerca do ataque à tecnologia e à civilização. Neste processo de auto-crítica, o ITS/RS se desfizeram das suas ligações com o esquerdismo, o anarquismo e o coletivismo objetivando chegar cada vez mais a uma mensagem “mais pura” da guerra absoluta contra a civilização técnico-industrial, bem como a auto-conversão à “selvageria” na medida em que eles são capazes. Como se afirma em seu primeiro comunicado:

Vamos ver a verdade. Vamos plantar nossos pés na terra e parar de voar iludidos dentro da mente esquerdista. A revolução nunca existiu e, portanto, nem há revolucionários. Aqueles que se visualizam como “potencialmente revolucionários”, e que procuram por “mudança radical anti-tecnológica” estão sendo verdadeiramente irracionais e idealistas, porque tudo isso não existe. Tudo o que existe neste mundo moribundo é a autonomia do indivíduo e é para isso que nos esforçamos. E mesmo que tudo isso seja inútil e permaneça estéril em seus resultados, nós preferimos nos levantar em uma guerra contra a dominação do que nos manter inertes, meros observadores, passivos, ou parte de tudo isso. [6]

A crítica do ITS acabaria por afastar qualquer aparência de discurso esquerdista, incluindo a sua identidade anterior de “ecologista radical”. Posteriormente, ele também renunciaram a categorias ideológicas tais como “humanismo”, “igualdade”, “pluralidade”, e assim por diante [7]. No processo, o ITS/RS desenvolveu uma crítica pungente à revolução, ao esquerdismo e até mesmo à própria sociedade, em favor do objetivo singular da desestabilização do sistema tecnológico moderno. A conclusão definitiva do ITS/RS foi posta logo no início: a verdadeira solidariedade e comunidade humana não pode ser alcançada sob a civilização tecno-industrial, e, portanto, todas as idéias e valores que vem atreladas à ela são obsoletas e perniciosas. A ação coletiva é, portanto, fora de questão; somente a resistência de indivíduos que confrontam este sistema é adequada para aqueles que estão voltando à selvageria. A este respeito, nenhum curso de ação ou tática está fora de questão.

O Filho Bastardo de Ted Kackzynski [8]

Em janeiro de 2012, o ITS publicou o seu sexto comunicado que foi uma auto-crítica de várias tendências apresentadas anteriormente em comunicados anteriores. O comunicado começa por criticar o anterior uso ortográfico de colocar um “x” em vez de um “o” ou “a” em certos substantivos pessoais para preservar a neutralidade de gênero. [9] O ITS também clarificou a sua posição em relação ao “esquerdismo”, indicando que deixaria de enviar mensagens de solidariedade à prisioneiros anarquistas como vinha fazendo em comunicados anteriores, e que não iria nem mesmo se referir aos seus atos como parte de um “movimento” ou “revolução” para derrubar ou alterar o “sistema Techno-industrial.” O ITS resumiu a sua crítica ao esquerdismo afirmando:

“Com relação à nossa posição, o que isso tem a ver com a nossa guerra contra o esquerdismo? Temos reavaliado o que dissemos no passado, e concluímos que o esquerdismo é um fator que não merece nada mais do que mera rejeição, crítica e ruptura por parte de todos aqueles que lutam contra o sistema industrial Tecnológico.” [9]

A crítica ao esquerdismo é tomado em grande parte de Theodore Kaczynski. No parágrafo 214 de seu famoso “Sociedade Industrial e o seu Futuro”, Kaczynski afirma:

“Para evitar isso, um movimento que exalta a natureza e se opõe à tecnologia deve assumir uma posição resolutamente anti-esquerdista e deve evitar toda a colaboração com os esquerdistas. O esquerdismo é a longo prazo incompatível com a natureza selvagem, com a liberdade humana e com a eliminação da tecnologia moderna. O esquerdismo é coletivista; que busca unir o mundo inteiro (tanto a natureza quanto a raça humana) em um todo unificado. Mas isto implica gestão da natureza e da vida humana por parte da sociedade organizada, e isso exige tecnologia avançada. Você não pode ter um mundo unido sem transporte veloz e comunicação, você não pode fazer todas as pessoas amarem umas as outras sem técnicas psicológicas sofisticadas, você não pode ter uma “sociedade planejada” sem a base tecnológica necessária. Acima de tudo, o esquerdismo é impulsionado pela necessidade de poder, e o esquerdista procura sua energia numa base coletiva, através da identificação com um movimento de massas ou uma organização. O esquerdismo provavelmente nunca desistirá da tecnologia, porque a tecnologia é uma fonte muito valiosa de poder coletivo.” [11]

No sétimo comunicado, o ITS desenvolve uma crítica à afinidade entre anarquismo e sociedades primitivas. Por exemplo, o ITS defende na discriminação deste comunicado, a autoridade e a hierarquia familiar no contexto da vida de caçadores-coletores. Este também parece ser um reflexo da própria crítica de Kaczynski em seu ensaio, “A verdade sobre a vida primitiva: uma crítica ao anarco-primitivismo”:

“O mito do progresso pode ainda não estar morto, mas ele está morrendo. Em seu lugar um outro mito está crescendo, um mito que tem sido promovido principalmente pelos anarco-primitivistas, embora seja difundido em outros grupos também. De acordo com este mito, antes do advento da civilização ninguém nunca teve de trabalhar, as pessoas simplesmente arrancavam a comida das árvores e colocavam na boca e passavam o resto de seu tempo brincando de joguinhos com as crianças. Homens e mulheres eram iguais, não havia nenhuma doença, nem concorrência, nem racismo, sexismo ou homofobia, as pessoas viviam em harmonia com os animais e tudo era amor, partilha e cooperação.

É certo que o precede é uma caricatura da visão dos anarco-primitivistas. A maioria deles – espero – não estão tão longe do contato com a realidade como fiz parecer. Eles, no entanto, estão bastante longe da realidade, e é tempo de alguém desmascarar seu mito.” [12]

Estas posições, assim como as citações freqüentes de escritos e ações de Kaczynski, indicam claramente uma influência do legado “Unabomber” sobre o grupo mexicano. No entanto, o que eles herdam de suas leituras de Max Stirner e outros teóricos radicais aponta em uma direção bem longe da “revolução” contra a sociedade tecno-industrial de que Kaczynski falou. Na verdade, esta posição foi prevalecente no ITS desde os primeiros comunicados, mesmo que fosse muitas vezes revestida de açúcar ou apenas vagamente reconhecida, como na seguinte passagem do segundo comunicado:

“Recordamos que Kaczynski está em uma prisão de segurança máxima, isolado do mundo que o rodeia, desde 1996; certamente, se ele deixasse a prisão agora, iria perceber que tudo está pior (muito pior) do que estava da última vez que pode o ver no século passado, ele iria perceber o quanto a ciência e a tecnologia têm avançado e quanto elas têm devastado e pervertido. Ele iria perceber que agora as pessoas estão mais alienadas com o uso da tecnologia e que elas têm até mesmo colocado-a em um altar como a sua divindade, seu sustento, a sua própria vida. Como tal, o conceito de “revolução” é completamente antiquado, estéril e fora de contexto com as idéias anti-civilização que se gostaria de expressar. Uma palavra que em si tem sido usado por diferentes grupos e indivíduos na história a fim de chegar ao poder, a fim de mais uma vez dominar e ser o centro do universo. Uma palavra que tem servido como o ansiado sonho de todos os esquerdistas que têm fé de que um dia ela virá para libertá-los de suas cadeias.” [13]

Depois que o ITS se tornou o RS em 2014, começou uma polêmica bastante acentuado contra o Ediciones Isumatag (EI), um site de língua espanhola pró-Kaczynski. Em um comunicado intitulado “Algumas respostas sobre o presente e não sobre o futuro” várias facções do RS deram sua resposta às críticas do EI contra o RS por sua falha em endossar um movimento anti-tecnológico que poderia levar a uma derrubada revolucionária do sistema industrial tecnológico . Na sua resposta, o RS afirma que uma tal revolução teria de ser sustentada por um longo período de tempo em âmbito internacional, um evento que nunca aconteceu anteriormente na história. Na verdade, de acordo com o RS, a única revolução que teve um efeito transformador global foi a Revolução Industrial. [14] Aguardar uma revolução em um futuro indefinido é uma esperança “sem nada de concreto, totalmente no ar”. A “revolução” é, em uma palavra, impossível, e talvez nem mesmo desejável. O RS escolhe assim viver e lutar no presente contra a sua domesticação e subjugação:

“Quando o ITS (em seu momento), ou as facções do RS, declaram que não esperam nada dos ataques que realizamos, estamos nos referindo ao que é estritamente associado com o “revolucionário” ou “o que é transcendental na luta”. Nós não esperamos por uma “revolução”, nem por uma “crise mundial”, nem pelas “condições ideais.” A única coisa que esperamos é que depois de um ataque, nós possamos sair intactos com a nossa vitória individualista, com as mãos cheias de experiências para os próximos passos que serão ainda mais constantes, destrutivos e ameaçadores.” [15]

Assim, o RS classifica a revolução anti-tecnológica de Kaczynski tanto como delirante quanto um impedimento à ação extremista no aqui e agora. O único caminho aceitável de ação para o ITS/RS é um em que apenas o presente importa, um que golpeia a máquina tecnológica com pouca preocupação com efeitos ou consequências de longo prazo. O ITS/RS abdicou assim a sua obrigação para com o futuro em nome de atos individualistas de violência que são uma feroz desconstrução de sua própria domesticação. É claramente observável que o ITS/RS nunca acreditou que qualquer outra coisa fosse possível ou construtiva. O que vou tentar mostrar no restante deste ensaio é como eles chegaram a essas conclusões, e como o seu próprio estudo do passado os levou a rejeitar o futuro em nome de um presente selvagem.

Axcan kema, tehuatl, nehuatl! (Até sua Morte, ou a minha!)

A transição do Individualidades Tendiendo a lo Salvaje à sua nova identidade de Reacción Salvaje em 2014 foi marcada por um enfoque decisivo na história no contexto mexicano. O pensamento anti-civilização no México aborda a longa história de resistência à civilização que já acontecia mesmo antes da chegada dos europeus. Em particular, tribos de caçadores-coletores do norte do México central eram uma ameaça constante para as prósperas civilizações que os europeus encontraram após a sua chegada. Embora esta região do mundo tenha domesticado algumas culturas como o milho, que serviu como a espinha dorsal da agricultura sedentária em todo o continente, a dominância da forma civilizada de vida não alcançava algumas das regiões vizinhas dos impérios da Mesoamérica pré-conquista. Mesmo após a conquista espanhola em 1521, estas tribos do norte, chamado de “Gran Chichimeca” (Grande Chichimeca), travaram uma guerra feroz com o crescente império espanhol. Esta guerra duraria quase quarenta anos. O RS retira substancial inspiração ideológica deste evento histórico, como declarou em uma polêmica recente:

“Ediciones Isumatag escreve em seu texto que o confronto direto constitui, mais cedo ou mais tarde, suicídio, e eles estão certos. Mas decidimos que, para nós mesmos, sabemos que talvez teremos que compartilhar o mesmo destino de prisão ou morte dos selvagens guerreiros Chichimecas Tanamaztli e Maxorro, o mesmo que aconteceu com indomável Chiricahua Mangas Coloradas e Cosiche. Isso nós sabemos bem, nós escolhemos nos engajar em uma luta até a morte com o sistema antes de conformar-nos e aceitar a condição de seres humanos hiper-domesticados que eles querem nos impor. Lembramo-nos de que cada indivíduo é diferente. Para alguns, é bastante reconfortante se enganarem pensando que um dia uma grande crise vai chegar e só então eles vão trabalhar ativamente para o colapso hipotético do sistema. Mas para nós, esse não é o caso. Nós não somos idealistas, vemos as coisas como elas são, e elas nos impelem à confrontação direta, assumindo sobre nós mesmos as últimas conseqüências.” [16]

Outro trabalho que o RS e seus aliados têm realizado é imprimir publicações como o Regresión e o Palabras Nocivas que publicam tanto propaganda do RS quanto matérias informativas sobre a história indígena de luta contra a civilização. Por exemplo, em outubro de 2014, um número do Regresión foi lançado com informações sobre a resistência Chichimeca à colonização espanhola e à Guerra de Mixtón do século 16. [17] A Guerra de Mixtón foi uma revolta, em 1541, dos povos recentemente conquistados contra a dominação espanhola no centro do México. Esses povos indígenas tinham sido agricultores sedentários que “reverteram” para um estilo de vida caçador-coletor nas colinas e montanhas da região central do México para combater os espanhóis. No decorrer do ano, as forças indígenas conquistaram vitórias bastante impressionantes, mas em 1542 eles foram decisivamente derrotados por uma coalizão de espanhóis e seus aliados indígenas. Como o autor do artigo Regresión escreve:

“Cinvestav alterou e modificado geneticamente um grande número de plantas antigas e exóticas. Uma dessas plantas é a chilague, uma de nossas raízes ancestrais. Muitos selvagens foram salvos da morte através do uso desta raiz, e assim eles foram capazes de continuar sua guerra contra a civilização. Pode-se afirmar com firmeza que a Guerra Mixtón (1540-1541), a Guerra Chichimeca (1550-1600) e a Rebelião de Guamares (1563-1568) foram todas autênticas guerras contra a civilização, tecnologia e progresso. Os Chichimecas selvagens não querem um novo ou melhor governo. Eles não desejavam nem defendiam as cidades ou centros das civilizações mesoamericanas derrotadas. Eles não buscavam a vitória. Eles só desejavam atacar aqueles que os atacaram e os ameaçaram. Eles buscavam confronto, e de lá vem a grito de guerra: “Axkan kema, tehualt, nehuatl”. (Até a sua morte, ou a minha)” [18]

O Chichimeca é o “selvagem” arquetípico no pensamento atual do RS, mais do que qualquer outro grupo de caçadores-coletores. Os nômades caçadores-coletores que se encontravam aonorte da civilização mesoamericana foram inimigos ferozes das cidades agrícolas sedentárias da região central do México antes da chegada dos espanhóis. A afinidade recém-descoberta do RS com a história do Gran Chichimeca é a melhor indicação de uma mudança ideológica dentro de suas fileiras. Não só é necessário rejeitar o esquerdismo e a “revolução” contra o sistema tecno-industrial, mas em sua mentalidade, é preciso voltar a “selvageria”, e adotar o ethos dos antigos “selvagens” que lutaram contra a civilização. O RS pretende, assim, ir da crítica ao abandono imediato da mentalidade civilizada, em direção a uma atitude que eles reconhecem como “selvagem” e mais em sintonia com a natureza, que é a única considerada boa.

A tendência intelectual do RS no sentido de uma nova barbárie parece ser um resultado de um envolvimento com fontes acadêmicas disponíveis. Enquanto estas fontes tendem a documentar o Gran Chichimeca como um lugar inóspito e violento, sem dúvida essas calúnias só inspiraram ainda mais o RS na adoção de uma identidade “feroz”. A dureza da vida de caçadores-coletores em uma região árida ainda equivale a liberdade em seus olhos. Um artigo de investigação independente citado no blog El Tlatol é intitulado, “Repensando o Norte: O Grande Chichimeca – Um Diálogo com Andres Fabregas.” [19] Uma passagem deste trabalho cita o imperador asteca pré-colombiano, Montezuma Ilhuicamina, que afirmou o seguinte, relativo à re-escrita da história asteca:

“Temos que reconstruir nossa história, porque ainda somos como os Chichimecas do Vale do México, e isso não pode acontecer. Assim, devemos apagar essa história Chichimeca de nosso passado e construir outra: a história de como nós somos o povo civilizador do México, e como nós somos os construtores da grande Tenochtitlan.”

Fabregas nesta entrevista também resume as atitudes dos astecas e outros índios civilizados como a seguir:

“E, efetivamente, os mexicas renunciaram ao passado, afastaram-se de seu passado, que era um passado Chichimeca, inventaram o termo: mais do que o termo, eles inventaram o conceito, o que torna as pessoas do norte, ao norte do centro do mundo – já que o México é o centro do mundo – povos incivilizados. E eles usaram um argumento que agora parece lunático para nós, mas naquele momento foi crucial. O argumento era: os Chichimecas não sabiam como fazer tamales, para não mencionar como comê-los. Nós achamos isto estranho, mas o fato é que fazer tamales exigia toda uma transformação da natureza. Um conhecimento impressionante da natureza. Era como um resumo da história cultural. Com isto queriam dizer que os Chichimecas não são capazes de criar cultura.” [20]

Outros mexicas prenunciaram preconceitos europeus contra a vida “primitiva” de caçadores-coletores, descrevendo a terra dos Chichimecas aos primeiros cronistas espanhóis sob uma luz muito negativa: “É uma terra de penúria, de dor, de sofrimento, fadiga, pobreza e tormento, é um lugar de aridez pedregosa, de fracasso, um lugar de lamentação; é um lugar de morte, de sede, um lugar de desnutrição. É um lugar de muita fome e muita morte”. [21]

A rejeição à moralidade recebeu das RS até parece, em certa medida, inspirada pelo que eles consideram ser as atitudes dos Chichimecas em relação à sociedade cristã ocidental. Por exemplo, em um comunicado assumindo a responsabilidade por um ataque recente sobre o Teleton Nacional em Novembro de 2014, o “Nocturnal Hunter Faction” do RS declarou: “Sem o recurso a mais explicações, não somos cristãos, e nobreza é algo que não pode ser atribuído a nós! Nós somos selvagens! Nós não desejamos defender ou caridade dos outros e para os outros!” [22] A aparente imoralidade e ardor de luta é uma característica comumente conhecida dos Chichimecas em sua guerra contra os espanhóis e seus aliados indígenas cristianizados. O estudioso norte-americano, Philip Wayne Powell, em seu livro seminal sobre a Guerra Chichimeca, “Soldados, Índios e Prata”, afirma o seguinte sobre o tratamento dos Chichimecas à seus inimigos capturados em batalha:

“A tortura e mutilação de inimigos capturados pelos Chichimecas tomou muitas formas. Às vezes, o peito da vítima era aberto e o coração era removido enquanto ainda estava pulsando, na forma do sacrifício asteca; esta prática era característica das tribos mais próximas dos povos sedentários do sul. O escalpelamento foi amplamente praticado no Gran Chichimeca e, com freqüência, enquanto a vítima ainda vivia… Os guerreiros também cortavam os órgãos genitais e enfiava-os na boca da vítima. Eles empalavam seus cativos, “como os turcos faziam.” Eles removiam várias partes do corpo, perna e braço, ossos e costelas, um por um, até que os prisioneiros morressem; os ossos eram, por vezes, levados como troféus. Algumas vítimas eles jogavam do alto de penhascos; alguns eles enforcavam. Eles também abriam as costas e arrancavam os tendões, que eles usavam para amarrar pontas de seta em flechas. As crianças pequenas, que ainda não caminhavam, eram agarradas pelos pés e as cabeças eram batidas contra rochas até que seus cérebros esguichassem para fora.” [23]

Apesar de sua barbárie, e talvez por causa dela, os Chichimecas foram praticamente invictos militarmente pelos espanhóis e seus aliados indígenas subjugados. Eles eram guerreiros ferozes com “vantagem de jogar em casa” em terreno hostil, e a guerra da Espanha contra eles se arrastou por décadas no final do século XVI. Para o Reacción Salvaje, eles são oponentes arquetípicos contra a civilização no contexto mexicano. Num comunicado recente, alguns membros admitem ter para a região onde estas batalhas ocorreram para interrogar os moradores locais para obter mais detalhes e confirmar o que leram nos livros de história “civilizados”. [24]

Os membros do RS, juntamente com o jornal Regresión e o Ediciones Aborigen, resumiu o que a Chichimeca significava para sua versão de ideologia eco-extremista em sua compilação antropológica, “O Lugar das Sete Cavernas”:

“Nós entendemos Chicomoztok [O Lugar das Sete Cavernas] como aquele lugar isolado da civilização, o local de convergência de várias tribos nômades selvagens, que representa a vida selvagem e plena que nossos ancestrais viviam antes de serem convencidos a adotar a vida sedentária. É uma visão do passado que tende para a regressão e uma lembrança daquilo que temos vindo a perder pouco a pouco. Ele simboliza para nós a clivagem ao nosso passado primitivo e, assim, a defesa extrema da natureza selvagem; o fogo inicial que incita conflito individual e em grupo contra o que representa artificialidade e progresso.” [25]

Os Chichimecas são o símbolo da intransigência do RS ao ponto de morte contra uma força que está destruindo a natureza através da tecnologia e vida civilizada. Note-se também que o símbolo do RS, com a sua representação de um indígena vestido em pele de coiote acendendo um fogo, é tomada a partir de um códice que representa um guerreiro Chichimeca em Chicomoztok. Mesmo a própria idéia de tempo é concebida como sendo “muito civilizada” para o RS e seus aliados e, portanto, o objetivo é concebido em termos os quais apenas um “selvagem” adequado poderia compreendê-los:

“Nós não acreditamos na possibilidade de “revoluções anti-industriais”, nem nos movimentos futuristas que podem trazer (de acordo com aqueles pensadores) a queda deste sistema artificial. Na natureza selvagem, não existe “possivelmente”, nem “talvez”. Não há pontos intermediários, nem neutros. Só existe o concreto: é ou não é. A sobrevivência sempre foi assim, e obedecemos essas leis naturais. O presente é tudo o que há, aqui e agora. Tentar ver o futuro, ou trabalhar para realizar algo no futuro, é um desperdício de tempo. Esse tem sido o verdadeiro erro dos revolucionários.” [26]

Conclusão: o Orgão do Capitão Vancouver, Ou: como o Norte venceu?

Tendo percorrido a trajetória ideológica do ITS/RS, neste momento eu sinto a necessidade de fazer uma avaliação da recente “selvageria” do RS. O aspecto que mais precisa ser interrogado é “anti-hagiografia” que o RS faz dos Chichimecas. Embora seja claro que a guerra terminou com a dominação espanhola, não fica claro, pela narrativa ideológica do RS, como ela terminou. Era realmente um “lutar até a morte”? Foram todos os Chichimecas abatidos? E se não, por que eles finalmente se renderam? Ou, isso poderia mesmo ser chamado de “rendição”?

O que o RS e seus aliados parecem não se importar de falar é que, pelo menos de acordo com o livro inovador de Philip Wayne Powell sobre o assunto, o fim da Guerra Chichimeca foi relativamente pacífica e anti-clímax. Enquanto alguns guerreiros, de fato, “lutaram até a morte”, a grande maioria não o fez. Eles eram militarmente parelhos ou mesmo superiores aos seus adversários espanhóis, mesmo com a ajuda de indígenas “sedentários” aliados. Enquanto muitos Chichimecas foram levados cativos durante a fase da guerra que Powell denomina, “la guerra a fuego y a sangre” (a guerra à fogo e sangue, ou menos figurativamente, a guerra total), o impasse que se seguiu obrigou os espanhóis a adotar outra abordagem para acabar com as hostilidades. Em vez de utilizar um método de pacificação que incentivava a escravização dos índios como forma de pagamento aos soldados mercenários, a Coroa decidiu pegar os fundos para a guerra e usá-los para pagar a lealdade de vários líderes Chichimecas. Em tantas palavras, os espanhóis compraram os Chichimecas:

“A diplomacia de paz tornou-se um pouco menos difícil durante a última década do século [XVI], como as tribos Chichimecas perceberam que poderiam obter vantagens a partir dos tratados de paz e que eles não seriam prejudicados pelos espanhóis. Vez após vez, os próprios índios iniciaram negociações de paz, mostrando vontade real de abandonar a sua vida nômade e se estabelecer nas terras de nível.” [27]

Avançando apenas mais de dois séculos pode-se ver este processo replicado mais ao norte, desta vez na Califórnia colonial tardia. Enquanto este último exemplo se deu com ainda maior tragédia e violência devido a uma mortandade em massa de doença e violência dos colonos, no geral, a subjugação dos índios da Califórnia frente o sistema de missão foi um caso quase voluntário. Como comenta Randall Milliken em seu livro, A Time of Little Choice: The Disintegration of Tribal Culture in the San Francisco Bay Area 1769-1810:

“Os moradores da área da baía foram tentados por produtos materiais e tiveram suas práticas tradicionais denegridas pelos agentes da complexidade tecnológica e organizacional ocidental. As taxas de mortalidade elevadas e a ameaça contínua de violência militar esmagadora contra qualquer grupo que tentasse barrar os proselitistas missioneiros aumentou a pressão. É de se admirar que os povos tribais tenham chegado a duvidar do valor de sua cultura nativa, e começado a aceitar uma definição de si mesmos como ignorantes, não qualificados, e merecedores de uma vida de subordinação na nova estrutura social baseada em castas?” [28 ]

Em alguns casos, não foi necessário muito contato para convencer as tribos indígenas para subjugarem-se ao jugo cristão espanhol. Nos anais da missão de San Juan Bautista, na Califórnia, é contada uma história de um órgão que pertenceu ao capitão britânico George Vancouver:

“Em uma ocasião, esse órgão foi designado para salvar a missão da destruição nas mãos dos bélicos índios Tulare, que atacaram San Juan Bautista, assassinando neófitos e fugindo conduzindo os cavalos. Índios cristãos recuperaram os cavalos, e os Tulares, gritando gritos de guerra, apareceram novamente. Padre de la Cuesta arrastou o órgão apressadamente para fora e começou a acionar a manivela furiosamente. O clangor da música primeiramente deixou os agressores intrigados, e depois os encantou, então pacificamente se renderam à missão que eles tinham a intenção de destruir.” [29]

Dessa forma, o RS cometeu um erro raro, mas ainda assim grave, de considerar certos povos como “selvagens ignóbeis” completamente imunes ao comportamento e consideração “civilizados”. Este, claramente, não foi o caso do registro histórico. Enquanto os Chichimecas empreenderam duras batalhas na fronteira para defender seu modo de vida, uma vez que se tornou claro que o espanhol iria lhes dar presentes e não escravizá-los, em sua maior parte, eles se estabeleceram de bom grado ao lado de seus antigos inimigos indígenas sedentários e fizeram as pazes com a ordem colonial. Em última análise, os chichimecas e outros índios na fronteira não travaram uma guerra de morte contra a civilização. Com efeito, não se pode projetar um discurso anti-civilização da parte deles, porque eles não sabiam o que isso significava. Os povos indígenas não foram nem homogêneos nem aliados uns dos outros de alguma forma coesa. Eles não estavam unidos como uma força contra algo que viríamos chamar de “civilização”. Quando foi dada uma forma de se comprometer, pelo menos na questão da guerra Chichimeca e na Califórnia colonial, os nativos aceitaram o fim de seu modo de vida sem muita resistência.

O ato do ITS/RS de olhar para a sua própria história local buscando fundamentar sua luta em guerras anteriores contra a civilização travadas em solo mexicano é altamente admirável e renovador no contexto de conceitos de esquerda muitas vezes abstratos. No entanto, a sua atitude a respeito da necessidade de um “retorno à selvageria”, uma espécie de purificação da poluição da modernidade e da esquerda, é um enquadramento intelectual mal concebido. A única razão pela qual nós sabemos que a civilização é o mal é porque temos passado por isso e temos vindo a temer o atual Prometeica vontade de poder sobre a natureza. “Purificação” é, portanto, muito mais difícil do que o ITS/RS as vezes deixa transparecer.

No entanto, ainda que os nossos antepassados tenham falhado na luta contra o Leviatã civilizado, eu e outros acreditamos que essa luta deve continuar. A retórica semi-suicida do ITS/RS à respeito do enfrentamento contra a civilização tecno-industrial pode parecer exagerada às vezes, mas, dada a cooptação de todas as lutas anteriores e o verdadeiro beco sem saída que é o esquerdismo, é difícil argumentar contra a adequação de tal militância. Um animal selvagem pode fugir, mas quando encurralado, ele não senta e obedece; ele ataca; mesmo que as probabilidades estejam contra ele, mesmo que a morte seja certa. Um animal selvagem só pode ser morto pela civilização porque não serve a nenhum uso para ela. Aqueles animais que obedecem e encontram uma maneira de se acomodar à seus mestres são a história de sucesso da domesticação. Os animais que se escondem na auto-preservação são o que a civilização precisa. Esquemas e revoluções para “um futuro melhor” podem muito bem ser a armadilha na qual sempre caímos. Esta é a armadilha que leva à domesticação e conformidade, que é uma morte em vida que conduz rapidamente à morte real maciça em uma escala global.

Assim, pode-se criticar as táticas das ITS/RS, a sua falta de empatia para com as vítimas que se tornam “danos colaterais” em seus ataques, sua prosa histriônica, seu romantismo sádico, e assim por diante. Mas quando tudo tiver sido dito e feito, a lápide da Terra dirá que ela morreu por culpa de um modo de vida que procurou trazer paz e prosperidade à custa da escravidão de todas as coisas para os seus fins. Esse tipo de violência generalizada e despretensiosa faz ações como as do ITS/RS parecerem insignificantes, por comparação. Talvez, nesse sentido, nós também devemos evocar a “selvageria”, aquela vida interior ainda não conquistada, que proclama uma firme não-servidão a um sistema que oferece paz ao preço de nossa morte lenta. Talvez seja por isso que está escrito: “E desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus sofre violência, e os violentos o tomam pela força” (Mateus 11:12).

Notas:

[1] First communiqué of Wild Reaction, 113, found at: https://eltlatol.files.wordpress.com/2014/11/la-naturaleza-es-el-bien-la-civilizacic3b3n-es-el-mal.pdf. The title of the book containing the communiqués is: La Naturaleza es El Bien, La Civilización es el Mal: Comunicados de Individualidades tendiendo a lo salvaje. Edicions Matar o Morir: Mexico, 2014. All translations are the author’s unless otherwise noted.

[2] Second ITS communiqué, 20.

[3] See for example this link: https://eltlatol.files.wordpress.com/2014/12/el-lugar-de-las-siete-cuevas.pdf

[4] https://eltlatol.files.wordpress.com/2014/08/palabras-nocivas-5.pdf

[5] https://eltlatol.files.wordpress.com/2014/08/rabia-y-accion-10.pdf

[6] First ITS communiqué, 11.

[7] First communiqué of Wild Reaction, August 2014.

[8] The title is taken from this link: https://eltlatol.wordpress.com/2015/01/12/eco-extremismo/

[9] In Spanish, as in most Romance languages, plural personal nouns where a mixed group of people of both genders are present are made masculine by default, no matter what the makeup of the group. Some radical groups of feminist sensitivities try to get around this by placing a gender neutral “x” instead of an “a” or “o” at the end of plural personal nouns to avoid this grammatical rule, e.g. “compañeros” (comrades) becomes “compañerxs”.

[10] Sixth ITS communiqué, 74.

[11] Technological Slavery, 106.

[12] Technological Slavery, 129.

[13] Second communiqué, 18.

[14] https://eltlatol.wordpress.com/2014/11/24/algunas-respuestas-sobre-el-presente-y-no-del-futuro-2/

[15] Ibid.

[16] https://eltlatol.wordpress.com/2014/11/24/algunas-respuestas-sobre-el-presente-y-no-del-futuro-2/

[17] https://eltlatol.files.wordpress.com/2014/10/regresion2.pdf

[18] https://eltlatol.files.wordpress.com/2014/08/regresic3b3n-1.pdf

[19] https://eltlatol.files.wordpress.com/2014/10/la-gran-chichimeca.pdf

[20] Ibid.

[21] Braniff, 7.

[22] https://eltlatol.wordpress.com/2014/11/18/artefacto-explosivo-detonado-en-fundacion-teleton-mexico/

[23] Powell, 51.

[24] https://eltlatol.wordpress.com/2015/02/27/ya-se-habian-tardado-reaccion-salvaje-en-respuesta-a-destruye-las-prisiones/

[25] https://eltlatol.files.wordpress.com/2014/12/el-lugar-de-las-siete-cuevas.pdf

[26] https://eltlatol.wordpress.com/2014/09/22/algunos-comentarios-criticos-al-articulo-de-john-zerzan-en-vice/

[27] Powell, 207.

[28] Milliken, 226-27.

[29] http://www.sandiegohistory.org/journal/63january/organ.htm

Bibliografia

Braniff, Beatriz, ed. La Gran Chichimeca: El lugar de las rocas secas. México: Consejo Nacional para la Cultura y las Artes, 2001.

Individualidades Tendiendo a lo Salvaje (ITS). La Naturaleza es El Bien, La Civilización es el Mal: Comunicados de Individualidades tendiendo a lo salvaje. México: Ediciones Matar o Morir, 2014.

Kaczynski, Theodore. Technological Slavery: The Collected Writings of Theodore J. Kaczynski, a.k.a. “The Unabomber.” Port Townsend, WA: Feral House, 2010.

Milliken, Randall, A Time of Little Choice. Menlo Park, CA: Ballena Press, 1995.

Powell, Philip Wayne. Soldiers, Indians, & Silver: North America’s First Frontier War. Tempe: Center for Latin American Studies, 1975.

México – Vigésimo segundo comunicado de Individualistas Tendendo ao Selvagem – Torreón

1278781

Vigésimo segundo comunicado de ITS, desta vez emitido desde Torreón, Coahuila, pelo feroz Clã Oculto Borda de Pedernal.

Tradução a cargo de Anhangá.

Que os pacotes-bombas se multipliquem!

Pelo terror e a morte dos híper-civilizados!
___________________________

“E que morra quem espere.”

T.

E que morra quem espere e apenas aguarda o momento “perfeito” para atacar… Outra vez rompemos o silêncio e a tranquilidade que goza a cidadania, nos movemos e conspiramos como a ameaça invisível que somos, e sim, ITS de fato está em Torreón.

A civilização caminha e seus fiéis lacaios seguem os seus passos, aperfeiçoando-a e seguindo com sua perpetuação. Já não temos nenhuma esperança de que a humanidade moderna se volte contra a civilização tecno-industrial; já que esta segue mais cega que nunca aplaudindo os grandes avanços tecnológicos que lhe prometem o futuro que sempre imaginaram ou fizeram imaginar desde criança -sim, aquele com carros voadores e robôs servindo o humano-, só que houve uma pequena mudança no presente, agora é o ser humano que serve as máquinas, seu corpo se encontra escravizado por elas, sua mente já é incapaz de se separar dos aparatos tecnológicos que permitem estar em dia nas redes sociais. O “humano”, este ser que para muitos é o mais inteligente, o grande ser superior a todas as espécies profanas, é agora o escravo de sua própria criação. E dentro de sua visão antropocêntrica tanto faz a destruição das outras espécies e da própria Natureza, contanto que o avanço para o futuro tecnológico se desenvolva.

Apesar do grande avance tecnológico e do presente artificial que aponta apenas para o seu próprio reforço e aperfeiçoamento em um futuro próximo, há aqueles que decidiram declarar guerra a este desenvolvimento humano que tende à artificialidade total e anseia viver em um mundo onde o cinza da tecno-indústria acabe com todo o traço de Natureza Selvagem, assim como já está sendo feito. Nós decidimos rechaçar essa vida que a civilização já tem preparada, pois desde que o humano nasce ele é formado nos valores que a civilização tecno-industrial cataloga como “bons”. Esses conceitos de “bem” e “mal” são rejeitados por nós, e exatamente por isso não acatamos nem sua ideia nem sua prática da moral, é por isso que ao vermos o humano se esforçando para acabar com o natural e perpetuar o artificial, não sentimos remorso em atacá-lo, pois esta guerra não é pela espécie humana, nem buscamos uma reestruturação das relações sociais, nem queremos humanos amantes da natureza, esta guerra é contra o humano e seus múltiplos conceitos, representações e instituições, ou seja, é contra a civilização em sua TOTALIDADE.

A civilização tecno-industrial se encarregou através de várias ferramentas de anular toda a capacidade crítica na cabeça dos híper-civilizados. É tão comum para eles acordar, dirigir até o trabalho ou escola, trabalhar, voltar para casa, dormir e assim levar cada um de seus dias sem se questionar absolutamente nada, sem questionar no que se converteu o humano moderno. Eles talvez se sintam vivos e cheios de alegria, mas nós não enxergamos mais do que robôs, estão apenas à espera da mais nova tendència que a civilização ditará para segui-la sem questioná-la ou se opor. E muito menos se dão conta de que ao perpetuar a civilização que dita suas tendências por diferentes meios, estão destruindo a Terra e tudo o que habita nela. Mas para os híper-civilizados o que importaria se eles tem sua cerveja e sua realidade virtual? O que importa a devastação das florestas e selvas se eles seguem montados em carros admirando infinidades de celulares? A eles não importa nada disso, então, por que deveríamos nos importar com suas patéticas vidas?

Como bem disseram nossos irmãos de sangue do “Grupúsculo Indiscriminado” e “Grupo Oculto Fúria de Lince”, aderentes a ITS, no décimo oitavo comunicado:

“Desde que o ser humano tornou-se sedentário ele foi condenado à sua própria extinção. Este mundo não necessita de mais pessoas, não necessita que o ser humano siga vivendo nele, para que haja um mundo mais belo é necessário a extinção do ser humano. Embora saibamos que isso está um pouco longe de acontecer, é possível que ocorra. Sabemos que nós NÃO acabaremos com a massa humana, mas enquanto pisarmos nesta Terra trateremos de assssinar a maior parte da massa humana, é por isso que atentamos em áreas com muita afluência.” (a)

O mundo não necessita de pessoas. Nenhuma atividade responsável com o meio ambiente será uma salvação, o humano NÃO é o salvador da Terra, é SEU destruidor. O humano moderno está tão determinado em seu anseio de ser Deus que usa de todos os mecanismos possíveis para alcançar isso. Agora suas inovadoras ciências posicionam o humano moderno mais perto de ser este “Deus” que tanto desejam se converter ou já se sentem, e para isso fazem o uso da nanotecnologia e da biotecnologia. As novas ciências surgem com a bandeira do humanismo prometendo “salvar” os humanos de doenças crônicas e alcançar uma melhora em sua qualidade de vida por meio destas inovações tecnológicas, mas, o humano moderno já está tão programado que nem sequer tenta questionar a ciência, e ela não é nada inocente, existe um interesse por trás dela. Ao ver o que estamos vivendo podermos refletir que aquela vida “mais cômoda” que promete a ciência é, na verdade, a artificialidade do todo existente. A comunicação nesta sociedade moderna se tornou “mais fácil” com o aprecimento das redes sociais, mas qual foi o resultado disso? Um mar de híper-civilizados que não podem dar mais de dois passos sem olhar na tela do celular. Portanto, em troca de uma “comodidade” vem uma atividade que tende ao artificial, por isso nos questionamos: Quão verdadeira será a comunicação com outra pessoa dentro das redes sociais? Por acaso esta “comodidade” oferecida pelos telefones não é viciante? Em troca de uma “comodidade” surge uma dependência no objeto que oferece a dita “comodidade”.

Assim como escrevemos anteriormente, a civilização já tem preparada a vida que o humano moderno levará, todas as estruturas dentro da civilização trabalham em prol de que o humano seja totalmente dócil e obediente. Uma das estruturas mais importantes, ao menos no México, para que esta civilização siga seu curso, é a igreja, já que esta contribui como uma ferramenta de subjugação através da moral e o temor à Deus. Por mais de 500 anos disseram o que é o “bem” e o que é o “mal”, por mais de 500 anos pisotearam as deidades dos antigos nativos e imporam a crença popular a seu Deus ocidental. A nós não nos assusta o seu Deus ocidental, tentamos manter vivas as crenças dos antigos nativos, crenças que não seriam entendidas pelas mentes ocidentalizadas dos seres humanos modernos. Assim como faziam nossos ancestrais, nos infiltramos em suas igrejas e deixamos algo que lhes ajudará a recordar que nós rimos de seu Deus.

– No dia 20 e 30 de dezembro de 2016 abandonamos dois artefatos incendiários em uma igreja localizada no centro de Torreón, um com um pavio caseiro e o outro que seria ativado por meio de um sistema de relógio. Não sabemos exatamente o que houve, o mais provável é que tenham sido fustrados. Ambos os dispositivos foram silenciados pela imprensa e as autoridades.

clock-320x397 inglesia-320x412Desprezamos o discurso “empreendedor” que adotam muitos humanos modernos a fim de conseguir seus mais banais desejos que são promovidos pela civilização, tais como; conseguir um bom carro, uma boa casa, trazer o relógio mais ridicularmente grande e caro, e não esquecendo, claro, alcançar o éxito econômico. Nesta ocasião decidimos atacar a uma empresa pouco conhecida no México, embora cresça cada vez mais, se trata da empresa Sanki, mais uma das que promovem o consumo e o aperfeiçoamento da nanotecnologia e biotecnologia por meio de seus produtos “milagrosos”, os quais levarão os híper-civilizados a melhorar sua “qualidade de vida”. Aparentemente, os líderes desta empresa não podem ser mais enjoados com o discurso empreendedor que manejam, o qual deixa evidente que para eles o mais importante é gerar mais e mais lucro à custa da descrença e idiotice alheia. A sujeitos como Fabián Meléndez, Jaime Ortega, Gerardo del Castillo e María Cassasa, o que importa o dano que causa e que causará o progresso nanotecnológico à Natureza Selvagem? Está mais do que claro de que não se importam com isso. Que respeito podemos ter pela vida de alguém que declara amar um tablet iPad? Sim, nos referimos a vocês del Castillo e Cassasa. Que se cuidem os membros da Sanki, tavez os eco-extremistas já assistiram a distintos “summits” organizados por vocês e nem se deram conta.

– No dia 1 de fevereiro de 2017 várias forças policiais foram mobilizadas em Torreón, Coahuila. O motivo: é emitido uma alerta de bomba em uma praça comercial. (b) Por meio deste comunicado assumimos a colocação do pacote-bomba que gerou a mobilização. A imprensa mente como já é de costume ao tratar de temas que atentem contra a ordem contidiana da sociedade. O “Siglo de Torreón” menciona que se tratava de uma bomba falsa (c), e nós desmentimos totalmente esta versão. O pacote que ao ser aberto detonaria estava dirigido ao líder da Sanki em Torreón: Fabián Meléndez, é por isso que o artefato foi abandonado nas imediações dos escritórios da Sanki. Infelizmente o pacote foi encontrado por alguém que avisou as forças de segurança que o desativaram rapidamente. Não se tratou de nenhuma bomba falsa, esta era real. Por que será que os policiais municipais não esperaram a chegada da SEDENA (Secretaria da Defesa Nacional) e optaram por deixar o local com o pacote? Claramente a versão de que se tratava de uma bomba falsa é mais conveniente em tempos próximos de eleições. Meléndez merecia que o pacote explodisse e os pregos enferrujados que estavam lá dentro perfurassem o seu corpo. Desta vez falhou, mas que lembrem-se disso aqueles que atentam contra a Terra em nome do progresso e do sucesso. NADA acabou.

alarmatorreon-320x213 wajaja-320x242Seguiremos conspirando e atacando, o eco-extremismo se expande. Escondidos desde suas cidades até as mais distantes montanhas sentimos o rugir do selvagem dentro de nós. Até as últimas consequências, até que matem al último eco-extremista, mas sempre tenham em mente: A Natureza Selvagem será vingada!

Peça defesa extrema e indiscriminada da Natureza Selvagem!

Que os pacotes-bombas se multipliquem!

Pelo terror e a morte dos híper-civilizados!

Pela expansão do eco-extremismo e do verdadeiro niilismo terrorista!

Cumplicidade e abraços aos compas de ITS Chile, Jalisco, Cidade do México, Estado do México, Brasil e Argentina!

Cumplicidade de sangue com os niilistas terroristas na Itália!

– Individualistas Tendendo ao Selvagem – Torreón

Clã Oculto Borda de Pedernal

Torreón, fevereiro de 2017

Não Somos Estudantes, Somos Criminosos

Sociedade Tecno-industrial, Estudos, Industrialismo, Tecnologia, Servidão, Trabalho, Escola, Faculdade, Servir, Escravidão

Acabam de nos enviar via email a tradução de um interessante texto escrito por “Criminoso-Livre e Selvagem”, onde são feitas críticas à institucionalização do aprendizado e do conhecimento. A tradução foi realizada por Anhangá.

Adiante com as traduções eco-extremistas!

Estudantes NÃO, criminosos terroristas!
_________________________________________________________

Estudar?..…

Para quê?

Eu não desejo me especializar em alguma profissão, não desejo ser uma futura peça da grande e moderna Sociedade Tecno-industrial.

Pelo conhecimento?

As instituições educacionais da Sociedade Tecno-industrial não tem como objetivo induzir o conhecimento a seus estudantes, nem a razão ou a verdade. Seu verdadeiro e único objetivo é induzir, continuar e melhorar um sutil e oculto complexo processo de Domesticação.

Quando criança nos é ensinado como funciona o Sistema, quando jovens é ensinado a como melhorá-lo (Esquerdismo), e por último, quando adultos, o Sistema é herdado, perpetuando assim esta forma anti-natural de viver.

Eu não desejo ter um diploma ou me especializar em alguma área específica. O conhecimento é tão diverso e extenso, e minha curiosidade também. É assim que irei aprender, quando o meu interesse cobiçar o conhecimento que eu desejo, e o aprenderei por mim mesmo, é claro, pois sou autodidata.

Eu estudo para amenizar a ignorância, estudo para conhecer, entender, questionar, criticar e tentar explicar a complexa realidade que me rodeia. Estudo para esclarecer, fortalecer, descartar, ampliar, criticar e verificar minhas próprias razões. E para realizar tudo isso eu não necessito me trancar em uma sala de aula, interagir com desconhecidos, moldar meu tempo a seus horários, aceitar suas formas e programas de ensino ou aceitar suas tarefas, provas e notas.

Estudo para aprender e conhecer e não por um estúpido cargo que me garantirá uma boa posição dentro desta sociedade doente.

O indivíduo livre não necessita que o obriguem a estudar, pois se o seu interesse é real ele mesmo dará consistência ao conhecimento desejado. O indivíduo anti-sistema cria e gere sua própria forma de viver, e também é capaz de gerir suas próprias formas de aprendizagem.

Para ser alguém na vida?

Antes de qualquer coisa, eu já sou alguém. Sou eu mesmo, o único. E a cada dia me descubro e me construo como indivíduo. Lástima por aqueles que se sentem um nada e anseiam ser alguém dentro desta Sociedade (uma futura peça do progresso da Sociedade Tecnológica).

Eu não desejo ser alguém dentro desta decadente sociedade. Eu sou algo contrário a ela, sou seu inimigo.

Sou um animal humano domesticado que luta para ser livre, um animal que escapa e incendeia sua própria jaula.

“A rebeldia contra a Tecnologia e a Civilização é uma rebeldia real, um ataque aos valores do sistema atual.” – F.C

Para ter meu futuro assegurado?

O futuro e a segurança não existem, tudo que existe é o presente, este único e irrepetível instante, no qual o meu coração está batendo. Deste modo que vivo e desfruto minha única e irrepetível vida, aqui e agora, porque talvez amanhã já possa ser tarde demais.

Para ter uma boa posição econômica e social?

Eu não desejo ter uma boa posição econômica e social dentro desta maldita Sociedade porque a forma de viver nela atenta cada vez mais contra a minha Liberdade Individual e está sistematicamente devastando, domesticando e artificializando todos os aspectos da Natureza Selvagem, do planeta em que vivo. Eu não desejo possuir, ostentar e acumular inúteis objetos materiais em excesso. Não desejo ganhar rios de dinheiro ao custo de viver minha vida (me prostituir = trabalhar) legalmente diante de uma empresa. Eu não necessito de seu reconhecimento social nem da aceitação de uma grande Sociedade de desconhecidos. Desejo apenas ter o poder de eu mesmo dirigir a minha própria vida, desejo ser verdadeiramente livre, como o animal humano selvagem deveria ser. Desejo voltar à incessante luta por minha sobrevivência, desejo uma vida livre, uma vida com sentido, desejo viver realmente. Desejo poder adquirir da forma mais autônoma e autossuficiente, com o esforço do meu corpo e mente, dia-a-dia, o necessário para poder satisfazer todas as minhas necessidades. Desejo uma vida livre, simples e natural, com estreita relação com meu meio natural-selvagem, e com meu pequeno grupo de afins próximos.

Para poder me realizar ou obter o ansiado sucesso?

A realização, o tão falado êxito na vida que a Sociedade Tecno-industrial deseja para os indivíduos é o que culmina no seu processo de educação (domesticação), como boas e eficientes peças de sua dinâmica social. É por essa grande razão que desde pequeno te arrancam obrigatoriamente de sua casa para poder te domesticar (educar). São 3 anos de jardim de infância, 6 anos de ensino fundamental, 3 anos de ensino médio, 3 anos de preparatório, e anos e anos de universidade, mestrado e doutorado.

Este Sistema rouba a tua vida, condiciona tua maneira de viver e de se comportar, controla sutilmente tua vivência, e teu destino eles já escreveram: estude, trabalhe, consuma e morra. Não é? Talvez não está tu destinado a ser uma futura peça do Sistema? Talvez neste momento já não seja?

Dizem que um cachorro está bem treinado ou adestrado quando é submisso, obediente e fiel a seu dono. Da mesma forma é dito que um indivíduo é bem sucedido ou está “realizado” quando cumpre os objetivos que o Sistema social lhe impôs, quando é submisso, obediente e fiel ao Progresso de sua Sociedade, um bom cidadão, um bom animal domesticado.

As estruturas e mecanismos de controle e domesticação são tão sutis que a maioria das pessoas acreditam que o cachorro treinado-adestrado é livre. Da mesma forma eles se crêem livres neste grande zoológico humano. Nossas casas são nossas jaulas e cada vez mais vivemos arrebanhados como galinhas de uma granja industrial. A educação é uma cadeia psicológica tão forte que nos liga a todos, é um valor do Sistema tão arraigado que existem pessoas inteligentes e reais que odeiam esta forma de vida, que estão edificando suas próprias ideias e valores, que realmente amam sua Liberdade Individual e a Natureza Selvagem, mas que custam renunciar ao estudo escolarizado. Para estes, força e valentia!

O conhecimento os fará livres?

Sim, mas apenas o conhecimento que nos guie à razão e a verdade. São muitos os que ingenuamente acreditam que o conhecimento que oferece o Sistema os fará livres. O conhecimento sempre foi sutilmente utilizado pelo Sistema para seus próprios fins, ele sempre o utilizou e o manipulou para o seu auto-sustento.

Criminoso-Livre e Selvagem

[PDF – ES] Ajajema – Contra el Progreso Humano Desde el Sur

aja-320x195Baixar “Ajajema”

Recebemos via email esta nova publicação eco-extremista editada desde estas terras do sul e é com máxima cumplicidade que aqui divulgamos “Ajajema: Contra el Progreso Humano Desde el Sur”!

Esta calorosa nova publicação surge seguindo os passos da expansão da Máfia Eco-extremista pelo sul da América que tem se consolidado e espalhado terror por esta região com seus indiscriminados atentados contra o progresso humano e a civilização.

Esperamos que esta nova semente sirva de maldita perversão mental e de fonte de inspiração a valiosos individualistas em guerra.

Abaixo está o editorial traduzido ao português por “Anhangá“.

Desde algum lugar do sul da América fervorosamente saudamos o Grupo Ajajema!

Pela expansão da Máfia Eco-extremista aos quatro cantos da terra!

Abaixo aos valores humanistas, morte aos híper-civilizados!

Pela defesa extremista da Natureza Selvagem!

__________________________________________________

Ajajema, o espírito maligo em que acreditavam os selvagens Kawesqar (Alacalufes), uma das tantas tribos de caçadores-coletores das terras da Patagônia. Portador de uma temível e violenta reputação, ele tinha à sua disposição as forças da natureza, como o vento, aquele que virava as embarcações e o fogo provocador de incêndios. Era temido por ser o causador das doenças, dos acidentes e da morte. Durante os dias habita os pântanos e nas noites ronda ferozmente as costas à procura de espalhar a sua desgraça.

Este foi Ajajema para os selvagens da Terra do Fogo, esta é a deidade maldita e pagã que resgatamos desde o mais profudo esquecimento, espírito que orgulhosamente tiramos o nome para por nesta nova revista eco-extremista.

Desta maneira, em nome de todas aquelas almas primitivas sulistas, e em uma selvagem recordação à suas vidas, é que este novo esforço editorial vem à luz e se faz desde as sombras. Levando como nome a misticidade única dos nativos Foguinos, “Ajajema: Contra o Progresso Humano Desde o Sul”.

Com máximo orgulho apresentamos e somos criadores deste novo projeto contra a civilização, em nome de todo o oculto, desconhecido e antigo.

Publicação eco-extremista, niilista e criminosa editada a partir das indomáveis terras do sul. Revista que chega em tempos de ferozes atentados, novos projetos de difusão e a consolidação do projeto internacionalista de ITS. Novo projeto editorial que potencializamos violentamente na atual guerra contra o progresso humano que travam os valiosos individualistas de ação. Esforço propagandístico que surge desde a profunda afinidade gestada entre valiosos cúmplices.

Ajajema em sua primeira edição traz escritos de recordações sobre primitivas guerras de nativos que se encarregaram de defender suas terras e modus vivendi. Escritos que recordam os rituais de iniciação dos selvagens da Terra do Fogo, assim como sua misticidade e paganismo. Também se fala sobre grupos armados da atualidade, aprendendo com eles e tirando valiosas lições.

E sim, estes são escritos que recordam, mas também são escritos que chamam e incitam ao conflito violento contra o sistema tecnológico e todo seu progresso humano. Somos uma complexa rede de indivíduos apologistas do “Mal” e do incorreto, promotores do caos e da desgraça. Nós encorajamos o confronto até a morte contra a mega-máquina civilizadora, e também a intensificação da guerra contra o mundo moderno de concreto e aço.

Cada um de nós sentimos um chamado, o chamado do selvagem ecoando em nossos corações quando palpita a terra, nós o sentimos no vento, nas colinas ao cair do sol e na luz da lua tomando o seu lugar. Vocês leitores interessados sentem isso? Tem sentido este chamado? Então, esta revista e estas palavras também são para vocês.

Desde esta tribuna e com este primeiro editorial mandamos um caloroso abraço a todos os cabras que contribuiram com seus interessantes textos. Saibam que ler suas palavras fortalece o espírito.

Aos manos afins da Revista Regresión por colaborarem em requintados detalhes e por serem uma fonte de inspiração. A “Místico e Maldito”, ao “Espírio Tanu”, a “Mal Vivente”, a “Mefisto”, a “Orkelesh”, a “Huehuecoyotl”, e outros…

A criação de Ajajema é a manifestação dos sentimentos de diferentes manos afins que caminham pelas terras do sul.

Para os antigos, Ajajema era o nome da desgraça e da desolação, e o mesmo significa hoje em dia para nós. Que tombem as cidades e suas estruturas ante a chegada de Ajajema. Saibam que este espírito foi revivido e está de tocaia pelas cidades com sede de vingança.

Que a civilização e os híper-civilizados fujam apavorados pelo poder oculto de Ajajema, que todas as suas maldições recaiam sobre os aperfeiçoadores e sustentadores do progresso humano. Devido o homem moderno e seu progresso ter severamente danado a Terra, os espíritos malignos se despertaram vomitando feitiços de morte e caos.

Porque Ajajema despertou de seu longo sono, despertou furiosa com a boca cheia de maldições contra a civilização. Despertou e notou que os pântanos onde habitava agora estão cobertos por uma grossa camada de cimento. Despertou e viu que pelas costas onde perambulava já não mais aparecem os montes, pois foram tapados por grandes edifícios de concreto.

Consciente de que aquelas estruturas eram as novas casas do homem ela começou a queimá-las como antigamente queimava as cabanas dos antigos. São incontroláveis os seus incêndios. Decidiu da mesma forma derrubar as novas casas do homem, por anos tem mandado gigantescas ondas desde o oceano e já destruiu centenas de casas. Sua paciência é eterna, tem a sua disposição o oceano inteiro, e espera apenas o momento adequado.

Com “Ajajema”. Com os maus espíritos das irmãs “Tanu” e “Xalpen”. Com a “Mulher-Lua” Selknam. Com as deidades pagãs “Kawtcho” e “Mwono” dos Alacalufes. Com os espíritos dos guerreiros Mapuches transformados em “Pillanes”, com “Nguenechen”. Com todo o antigo e desconhecido encorajando a guerra contra a civilização e o progresso.

Ajajema, Verão de 2017.

_______________________

Contato:

ajajema@mail1click.com

_______________________

Coteúdo:

– Editorial. Pelo “Grupo Ajajema”.

– Frio (tradução do texto original em italiano “Glaciale” realizada por “Mefisto”, e escrito por “Orkelesh”).

– A Guerra Mapuche contra a Civilização durante a chegada dos invasores ocidentais. Por “Místico e Maldito”, “Espírito Tanu” e “Mal Vivente”.

– Pessimista. Por “Huehuecoyotl”.

– O Exército do Povo Paraguaio. O que se pode aprender com eles? Por “Andino”.

– Te escrevo. Por “Huehuecoyotl”.

– Um pequeno vislumbre ao passado: os Antigos Foguinos. Extraído de “Los Fueguinos”, de Martín Gusinde.

– Em memória de Angela.

– Em memória de Kiepja.

– A domicílio. Pelo “Talibã Sulista”.

Chile – Vigésimo primeiro comunicado de Individualistas Tendendo ao Selvagem: reivindicação de atentado contra Landerretche

rays-of-light-in-rainforest

Comunicado número 21 de ITS, agora desde o Chile reivindicando o atentado contra uma das cabeças de uma gigantesca mineradora no sul do continente.

O pretensioso Landerretche marecia morrer por suas ofensas à Terra, mas por agora, nunca se esquecerá que a Máfia Eco-extremista o colocou em sua mira.

Comunicado traduzido por Anhangá. Também disponível em espanhol, inglês e italiano.

Adiante eco-extremistas sulistas!
_______________________________________

(…) “Para mim a raça humana deveria ser aniquilada (…) (…) Dado que considero que o ser humano é o maior inimigo da natureza (…) (…) e, portanto, merecemos o nosso próprio extermínio” (…)

– Maurício Morales

RÁ! Pensaram que Individualistas Tendendo ao Selvagem – Chile havia desaparecido?, eehh… NÃO! Estávamos apenas de tocaia com a paciência sábia dos seres antigos. Conspirando nas sombras andamos radiantes nos montes e rios, mas tristes nas cidades, para voltar como hoje fizemos, um atentado que dizem ser “sem precedentes”.

Já havíamos dito em nosso quinto comunicado:

(…) “Confiem, fiquem tranquilos, finjam que nós não existimos, mas cuando verem nossas flechas dirigindo-se em suas direções não se queixem” (…)

Cuidem-se progressistas aperfeiçoadores do tecno-sistema, trabalhadores, funcionários de alto escalão e cientistas. ITS-Chile deixou para trás a moral comum “revolucionária”, não tememos que terceiros morram ou saiam feridos durante os ataques, isso está mais do que claro.
Nosso atentado é um ataque em nome de todo o selvagem e desconhecido, é um ataque eco-extremista indiscriminado, febrilmente egoísta e contrário à civilização na sua mais elevada expressão. Também é um ato de terror para os hiper-civilizados representantes da devastação da Terra. Suas grandes minas a céu aberto são as provas dos maus-tratos do progresso humano contra a Natureza Selvagem.

Codelco, uma (senão a maior) empresa mineradora do mundo, responsável por devastar a Terra por décadas, encarregada de roubar seus minerais em busca da perfeição absoluta da civilização. Por acaso pensaram que os prantos dos montes indignados por suas máquinas não seriam escutados por nós? Por acaso pensaram que não escutaríamos os gritos de espanto das árvores? Pois é. Nossos ouvidos escutaram a chamada do Selvagem, por isso nossas mãos atentaram.

Somos os gritos de vingança da cordilheira que rodeia as tumbas da Codelco, a neve ali caída apenas amaldiçoa a todos os infelizes que trabalham em suas estruturas, e dizemos a TODOS, porque desde a velha que limpa o piso ou o chofer de algum camião, até os cargos altos da empresa ou donos, todos são partes da subjulgação do Selvagem.

Nosso presente explosivo é pela devastação que a Codelco tem perpetuado nas terras sulistas, foi assim como nosso objetivo centrou-se no presidente do diretório, Óscar Landerretche. O reconhecido economista da Universidade do Chile foi merecedor de nosso presente explosivo por ser uma das cabeças deste mega-projeto devastador de toda a beleza da Terra. Com máximo prazer soubemos que o artefato foi ativado e que feriu ao economista. Este mesmo indivíduo anunciou no ano passado a criação do “CodelcoTec”, uma subsidiária que dispõem de tecnologia do mais alto nível, entre elas a robótica, tecnologias que tem a capacidade de chegar a lugares inimagináveis.

its-320x240Codelco é o progresso humano e civilizado ao quadrado, pioneira em tecnologias e realizadora de grandes alianças econômicas entre países, sendo uma delas a criação da empresa BioSigma, que em conjunto com a empresa japonesa JX Nippon Mining & Metals Co. Ltd se encarregam da implementação de biotecnologias, sua planta é responsável por produzir “biomassa lixiviante”, a Mining Industry Robotic Solutions (MIRS) e assim por diante, e isso tudo apenas nos provoca um enorme desgosto e foram algumas das motivações para o nosso atentado.

Havíamos pensado em enviá-lo a alguns de seus felizes companheiros, mas sabendo que era o presidente do diretório nos encorajamos e concretizamos sua localização. Então, o que esperava um indivíduo que é representante de tudo o que descrevemos acima? Que deixaríamos passar em branco seu importantíssimo cargo como se não fosse nada? não-não-não-não, suas cicatrizes e o susto o recordarão para sempre estas siglas: ITS.

Mas, o que são feridas nos braços e estômago se comparadas com as feridas que as máquinas da Codelco infrigem na Terra? NADA! Sem dúvida isso é pouco para o que merece estes bastardos. Aparentemente também saiu ferida a empregada da casa e a filha pequena que teve um trauma acústico. Continua a ser pouco.

Certamente são muito previsíveis estes humanos modernos, pois em apenas dois dias conseguimos ratificar seu domicício, que afortunadamente encontramos na mesmíssima página da Codelco na web, ihuuu! (tão bonito que se vê na foto). Nossos cúmplices chegaram com as informaçãos e logo colocamos a mão na massa….e sim, conseguimos inserir o seu próprio bairro residencial, sem problemas.

O pacote-bomba composto de um tubo galvanizado artesanalmente habilitado para sua detonação estava recheado de pólvora de fósforo (se surpreenderiam com sua potência) e com uma dezena de parafusos em seu interior. Obviamente queríamos causar o maior dano possível ao alvo. (Desejávamos que ele tivesse aberto na altura da cabeça para que um parafuso perfurasse seu crânio e o matasse). Deixamos claro que não nos assustamos nem vemos como “ruim” a morte, nós nos distanciamos monumentalmente dos humanistas que a vêem como a coisa mais “ruim” que existe. Dentro deste grupo estão alguns aberrantes radicais de caráter anarquista que diante de tudo o que seja morto acabam por taxar de fascismo, crueldade animal, pfff!!.

Esta clarificação é um pouco repetitiva, mas nunca é demais. NÃO somos um grupo anarquista, NÃO nos motiva nada daquela ideologia (nem de nenhuma OUTRA), e sim, nos alegram os atentados de alguns eco-anarquistas. Somos uma Horda de selvagens eco-extremistas, niilistas e egoístas, estamos pelo caos total na civilização e pela proliferação da delinquência.

Este atentado não foi um ato político, não nos interessa a política, somos indivíduos raivosamente anti-políticos. Não nos interessa porra nenhuma as lutas sociais e seus dirigentes, cagamos para a cidadania e o povo cúmplice do sistema tecnológico-industrial. TAMPOUCO é um ataque que pretenda denunciar a empresa Codelco. NÃO buscamos que agora usem caminhões elétricos ou a painel solar, NÃO queremos que agora despejem seus dejetos tóxicos com menor toxicidade, NÃO buscamos que agora sejam responsáveis com o meio ambeite, não desejamos nada disso. Este atentado muito menos foi um ataque de desequilibrados mentais, saibam que estamos completamente sanos e conscientes de nossos atos, e estamos dispostos a ir até as últimas consequências. Pode ser que para vocês humanistas nós sejamos loucos, e se para ter sanidade devemos nos comportar como vocês e aceitar passivamente todo este lixo civilizador, pois não duvide; somos os maiores loucos da história. Este foi um atentado de vingança Selvagem, em nome da Terra que morre pelo progresso humano.

Sexta-feira, 13 de janeiro da era do crucificado, 10 da manhã e entramos em uma das tantas surcusais de correios do Chile, (prentendíamos dizer especificamente qual, mas não o faremos para que os serviços de “inteligência” tenham trabalho e se marturbem enquanto revisam as dezenas de surcusais, e para isso já estaremos nas terras dos Selk’nam!), uma curta espera e; “olá, quero enviar este pacote”, daí em diante não falamos nenhuma palavra a mais, ahh “obrigado”. Estes loucos dos correios são tão maneiros que se alguém paga a mais pelo pacote enviam ele no mesmo dia, yeaaaaah, daí sacamos um dinheirinho a mais, siiiim, por.. favor… que chegue pela tarde. Bem, depois as feridas do bastardo e o caos nos meios de comunicação, enfim…

pak-320x163Não somos um grupo novo, nosso atentado incendiário frustrado contra os nerds da FCFM nos deixou ansiosos, agora esse sim não foi fogo e não foi frustrado. A Horda ameaça e atenta, que fique mais do que claro. Hoje copiamos um dos pacotes-bomba de ITS-México, mas tenham em mente que mais cedo ou mais tarde imitaremos a suas mortais facadas e disparos!

Para tudo isso tínhamos um plano B, pois se não fosse recebido o pacote ele seria reenviado a um letrado docente da faculdade mencionada, já que usamos o seu nome como remetente. Este, acabou por ser companheiro de Landerretche, já que ensina no departamento de engenharia de minas.

Voltamos a nossos refúgios como os coelhos para suas tocas, silenciosos como o pássaro sigiloso que busca alimento, e ferozes como as presas da raposa cravadas em sua caça.

Nossos pensamentos no atentado estavam com os espíritos dos Selvagens da Terra do Fogo: com os Selk’nma, os Yamana, os Kawesqar, os Haush. Possuídos por suas deidades pagãs atacamos mais uma vez. Os demônios malditos dos patagônios nos cubriu com seu misticismo e nos abençoaram, em nome de todos esses Selvagens, suas deidades e ritos, seus montes e lagos: FERIMOS AO PROGRESSISTA DA CODELCO!

As danças dos jovens Klóketen no ritual de iniciação do Hain nos deram a força indomável dos oceanos. Agora dançamos como vocês, irmãos! Lembramos de vocês no atentado e em cada instante de nossas vidas.

Mandamos um caloroso abraço de cumplicidade de sangue aos assassinos do Chicomóztoc, aos indiscriminados da selva amazônica, aos envenenadores transandinos, aos demoníacos egoístas do velho continente e aos incendiários indiscriminados destas terras.

Variados progressistas, nerds e funcionários de alto escalão, melhor caminharem com os olhos nas costas, pois a mão eco-extremista ainda por aí!

QUE A NEBLINA DAS TERRAS AMALDIÇOADAS DO SUL APAGUE NOSSOS PASSOS!

Morte à civilização, à ciência e à mineração!

Morte a seus representantes, aperfeiçoadores e cúmplices!

Viva a indiscriminada Natureza Selvagem e cada ataque contra a civilização!

Viva a nossos ancestrais, seus deuses e sua misticidade pagã!

Pelo terrorismo eco-extremista, pela máfia de ITS, coragem individualistas!

Pela intensificação da guerra contra o progresso humano!

Individualistas Tendendo ao Selvagem – Chile

-Horda Mística do Bosque

Janeiro de 2017.

secuencia-320x88

México – Décimo nono comunicado de Individualistas Tendendo ao Selvagem

arthur-river-rainforests-ted-mead-1024x671-621x406

Acabamos de receber via email o nonagésimo comunicado de ITS traduzido ao português. A tradução foi realizada por Anhangá. Está disponível também em inglês, italiano e no idioma original, o espanhol.

Pelo aprofundamento da grande crise da civilização!

Delinquência e terror contra as estruturas da cidadania!

____________________________________________________

“Se a civilização quer sobeviver, terá que descartar a civilização e regressar à barbárie.”

V.

A situação convulsiona no México, a crise atinge como uma grande onda batendo na costa, o preço da gasolina fez com que hordas de escravos começassem a saltar a tênueo linha entre o legal e o ilegal. Durante três dias tem sido registrados saqueios, roubos, assaltos e uma série de atos delinquenciais, não apenas no Estado do México e na Cidade do México, mas em Veracruz, Hidalgo, Cancún, Michoacán, entre outros. (1)

Organizações da sociedade civil têm denunciado que os saqueios são realizados por “provocadores” pagos por partidos políticos, que são “infiltrados” e que se enraizaram dentro das manifestações para “deslegitimar” o protesto social, que são delinquentes comuns, blá blá blá (2). Seja como for, os grupos eco-extremistas não podem permanecer como espectadores diante desta súbita e grande crise que enfrenta o cenário nacional.

Os que NÃO estão preparados para estas situações se assustam e choram de desespero, já nós que estamos preparados para o que está ocorrendo nos adentramos nas entranhas dos rebanhos de hiper-civilizados fartos, nos infiltramos camuflados, encapuzados, e saímos para empurrar a crise ao pior do pior.

É por isso que nos últimos dias membros de ITS se infiltraram nos atos de saqueio e juntamente com cumplicidades delinquenciais das favelas tem realizado diferentes atos criminais, agradáveis a nosso paladar incivilizado, mirando aos complacentes da decadência da civilização e à caída dos valores sociais no ambismo de sua própria imundície.

Ordenhando combustíveis, roubando bancos abandonados e desprendendo os caixas automáticos, participando de saqueios multitundiários, quebrando janelas de farmácias, lojas de conveniência, etc., incendiando postos de gasolina, vandalizando imóveis e veículos, atirando pedras em policiais e nas forças armadas federais, quebrando as entradas dos grandes shoppings, disparando para o ar para afugentar a polícia, invadindo escritórios de executivos, tudo isto de dia e de noite no Estado do México, em municípios como Coacalco, Ecatepec, Tultitlan e Tlalnepantla, e na Cidade do México em áreas como Iztacalco, Iztapalapa e Venustiano Carranza. Assumir cada um dos atos nos quais participamos até hoje nos custaria uma longa lista. É claro que NÃO foi apenas nós os responsáveis, mas também pessoas anônimas e delinquentes comuns, assim generalizamos com os atos.

soriana-estado-de-mexico-320x297tienda-coppel-ciudad-de-mexico-320x196

Aproveitar a situação de Caos que impera nas ruas e nos valer das condições de ruptura neste exato momento é parte de nosso atuar, não nos importamos em estar dentro de contingentes de organizações sociais aparentando ser algo que odiamos se o Fim é a desestabilização e a continuação no aprofundamento da crise social e econômica como a que se vive hoje. Por esta razão, nós incitamos a todos os grupos eco-extremistas dentro ou fora de ITS no México a sair às ruas e empurrem esta crise a algo pior, que se aliem com os delinquentes comuns, que saquem suas armas em plena luz do dia, que destruam o que lhes der vontade, que gerem incêndios e detonem explosivos, que se apropriem das ruas, que cometam crimes, que delinquem com o submundo do crime, e que se alegrem com a decadência social.

Impulsionando a Guerra contra a Civilização DENTRO da mesma Civilização:

Individualistas Tendendo ao Selvagem – Estado do México

– Ouroboros Silvestre

– Seita Pagã da Montanha

– Clã de Popocatzin

Individualistas Tendendo ao Selvagem – Cidade do México

– Círculo Eco-extremista de Terrorismo e Sabotagem

– Grupo Oculto Fúria de Lince

– Grupúsculo Indiscriminado

– Máfia Eco-extremista/Niilista

– Grupúsculo Indiscriminado Tendendo ao Selvagem

comercial-mexicana-estado-de-mexico-320x239

______

Notas:

1)-http://www.proceso.com.mx/468745/saqueos-en-cdmx-edomex-dejan-policia-muerto-225-civiles-detenidos

2)-http://www.proceso.com.mx/468749/reporta-antad-saqueo-total-en-250-tiendas-pide-intervencion-del-gobierno-federal

Facas nas Sombras

tumblr-static-dark-forest-tumblr-793497596

Recebemos via email a tradução ao português de “Cuchillos en las sombras”, um dos poemas na Revista Regresión N° 6. Foi também traduzido ao inglês e turco.

A tradução foi enviada por “Anhangá“.
______________________________________________

Facas nas Sombras

Oh, carne que se despedaça!
Sangue chove sobre o asfalto,
O grito implora, quase chora,
Um corpo se desvanece no alto.

Corpo falecido por um rugir,
Um uivo e um sagaz miado,
Disfarçados de facas destinadas a ferir,
Apagar o brilho para o civilizado.

A sombra esconde o ato,
Os rostos tingidos das meninas selvagens;
Compartilham destruições e toques,
Apenas as estrelas acareciam os pesares.

Pesares, dores, tragédias….,
As quais fomos condenados, acorrentados.
Bosques indômitos, apenas na memória,
Facas na escuridão, por cada selvagem assassinado.

-Luas de Abril-